Confiaria num único serviço digital, apoiado pela UE, para guardar todos os seus dados legais, profissionais e médicos? A carteira EUDI pretende simplificar as tarefas administrativas, armazenando os documentos dos cidadãos num sistema único válido em todos os Estados‑membros.
Atualmente, mudar-se, trabalhar ou estudar noutro país da UE pode implicar sistemas nacionais separados e muita burocracia. Por isso, a UE criou a Carteira de Identidade Digital Europeia (EU Digital Identity, EUDI Wallet), uma aplicação móvel oficial que permitirá a cidadãos e empresas comprovarem a sua identidade online e presencialmente em toda a União Europeia. O objetivo é tornar mais simples a utilização de serviços transfronteiriços.
Foi concebida para guardar todas as credenciais digitais oficiais num único local. Pode incluir o cartão de cidadão, a carta de condução, receitas médicas e diplomas académicos. Também poderá suportar assinaturas eletrónicas, meios de pagamento e certificados empresariais. Tarefas como abrir uma conta bancária, alugar um carro ou inscrever-se numa universidade no estrangeiro deverão tornar-se mais fáceis de concluir digitalmente.
Cada Estado-membro disponibilizará a sua própria carteira, desenvolvida com base em normas europeias comuns, para que as diferentes versões nacionais funcionem além-fronteiras. Todos os países da UE terão de disponibilizar pelo menos uma carteira certificada até dezembro de 2026.
O projeto está a suscitar preocupações, com organizações de defesa da privacidade e dos direitos civis a questionarem se concentrar toda a informação de identidade num único sistema digital aumenta o risco de ciberataques, vigilância ou utilização mais alargada de dados biométricos.
Existem também questões práticas. Alguns países já dispõem de sistemas nacionais avançados de identidade digital e adaptá-los a um novo quadro comum da UE pode ser dispendioso e complexo.
Vai usar esta carteira quando estiver disponível no seu país? Acha que é uma boa ideia? O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a responder. Os resultados serão destacados na cobertura da XL à escala da UE, incluindo em vídeos, artigos e newsletters, e ajudarão a orientar o nosso trabalho jornalístico sobre a forma como a Europa pode reforçar a sua posição na era da inteligência artificial.