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Suécia: avião GlobalEye prepara-se para ser os novos “olhos no céu” da NATO

Secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ouve o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, na abertura do Fórum da Indústria de Defesa da NATO
Secretário-geral da NATO, Mark Rutte, ouve o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, na abertura do Fórum da Indústria de Defesa da NATO Direitos de autor  AP Photo
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De Roselyne Min
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Enquanto os membros da NATO discutem futuras capacidades de defesa em Ancara, a empresa sueca Saab anunciou que o seu avião GlobalEye será os novos «olhos no céu» da aliança.

Aeronaves de fabrico sueco vão substituir a frota de vigilância de fabrico norte-americano da OTAN, já envelhecida.

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No Fórum da Indústria de Defesa da Cimeira da OTAN, em Ancara, a OTAN e o governo sueco anunciaram que a aliança militar escolheu o GlobalEye, um sistema aerotransportado de alerta e controlo antecipado (AEW&C) desenvolvido pela empresa sueca de defesa Saab, para substituir os atuais aviões Boeing E-3A da organização.

A OTAN prevê iniciar negociações com a Saab para adquirir até dez aeronaves GlobalEye, segundo um anúncio do governo sueco.

Sistema de alerta e controlo antecipado: o que é

Um sistema de alerta e controlo antecipado (AEW&C) é uma aeronave modificada equipada com radares de longo alcance, sensores e sistemas de comando e controlo.

Voando a grande altitude, consegue detetar aviões, navios, mísseis e outras ameaças a longas distâncias, incluindo alvos que voem baixo e que os radares terrestres possam não conseguir captar. Pode também ajudar a orientar forças aliadas durante operações militares.

"Numa situação grave de segurança, a capacidade de detetar ameaças com antecedência e de controlar operações no ar, no mar e em terra torna-se cada vez mais importante", afirmou Pål Jonson, ministro da Defesa da Suécia, na cimeira.

"O GlobalEye oferece precisamente o tipo de consciência avançada da situação de que as defesas modernas necessitam para combater desde drones e mísseis até outros tipos de ameaças", acrescentou.

A OTAN descreve estas capacidades aerotransportadas de alerta e controlo antecipado como os seus "olhos no céu".

Ao contrário da maioria dos meios militares da aliança, a atual frota aerotransportada de alerta antecipado da OTAN é operada pela própria organização, e não por um único Estado-membro.

Atualmente, a aliança militar opera 14 aviões Boeing E-3A, em serviço desde 1982.

Esta escolha representa a segunda tentativa da OTAN para substituir a frota envelhecida: a aliança tinha selecionado inicialmente o E-7A Wedgetail, da Boeing, em 2023, mas o plano caiu por terra em 2025 depois de a Força Aérea dos Estados Unidos ter retirado o aparelho do seu orçamento, optando por capacidades de vigilância baseadas no espaço.

Novo avião de reconhecimento: principais características

A Saab afirma que o seu GlobalEye é "a única solução AEW&C no mercado capaz de oferecer vigilância aérea, marítima e terrestre de longo alcance, em tempo real, a partir de uma única plataforma".

O avançado avião de reconhecimento utiliza uma combinação de sensores ativos e passivos de longo alcance. Assenta na família de aeronaves Global 6500, do fabricante canadiano de jatos de negócios Bombardier.

A empresa sueca indica que o GlobalEye consegue detetar, identificar e seguir objetos a distâncias superiores a 550 quilómetros, estando o radar concebido para alcançar ainda mais longe em determinadas condições.

Pode manter-se no ar durante mais de 11 horas e "combina um excelente desempenho em voo com baixos custos de manutenção", segundo um anúncio do governo sueco.

Para comparação, a OTAN indica que um Boeing E-3A consegue seguir aviões e navios a distâncias superiores a 400 quilómetros e voar até 10 horas.

Uma única aeronave de vigilância da OTAN consegue monitorizar uma área aproximadamente do tamanho da Polónia. Três aviões coordenados podem varrer de forma contínua toda a Europa Central.

A Saab ainda não divulgou uma estimativa equivalente da área que o GlobalEye consegue cobrir.

A compra prevista conta com o apoio de 11 países da OTAN: Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Roménia e Suécia.

Ainda não foi assinado qualquer contrato. A Saab refere que seguirá agora para negociações formais com a Agência de Apoio e Aquisições da OTAN, para assegurar um acordo.

O diretor-executivo da Saab, Micael Johansson, adiantou ao jornal sueco Dagens Nyheter que a empresa poderá iniciar entregas em 2030, caso o acordo seja alcançado em breve.

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