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Amazon prepara lançamento do Leo, rival do Starlink, ainda este ano

ARQUIVO - ARQUIVO - Um foguetão New Glenn da Blue Origin está pronto para lançamento na estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Florida, em 18 de abril de 2026.
Foto de arquivo - Foguetão New Glenn da Blue Origin pronto para lançamento na estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, Flórida, em 18 de abril de 2026 Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Una Hajdari
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A Amazon já colocou em órbita satélites suficientes para lançar este ano o seu serviço de internet Leo, o avanço mais importante na corrida contra o Starlink da SpaceX

A Amazon afirma que já tem satélites suficientes em órbita para iniciar ainda este ano as operações comerciais do seu serviço de internet a partir do espaço Leo, o que representa o marco mais significativo até agora na tentativa de desafiar o Starlink da SpaceX.

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A empresa lançou 29 satélites a bordo de um foguetão Atlas V da United Launch Alliance nas primeiras horas de quinta-feira, elevando para mais de 390 o total da sua constelação.

Esse número é "suficiente para garantir serviço contínuo nas latitudes iniciais", afirmou Chris Weber, vice-presidente de negócio e produto da Amazon Leo, numa publicação na rede X.

A Amazon anunciou o seu projeto de internet via satélite em 2019 e rebatizou-o como Amazon Leo em novembro de 2025.

A empresa pretende construir uma constelação de cerca de 3 236 satélites, embora a colocação em órbita tenha sido dificultada pela escassez de capacidade de foguetões e por uma série de contratempos nos lançamentos.

O mais grave ocorreu a 28 de maio, quando um foguetão New Glenn, da Blue Origin, fundada pelo presidente executivo da Amazon, Jeff Bezos, explodiu durante um ensaio estático em terra na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Florida.

Estava previsto que o foguetão colocasse em órbita 48 satélites Amazon Leo. A Amazon afirmou que os satélites nunca chegaram a ser integrados no foguetão e continuam em segurança na sua unidade de processamento.

O diretor executivo da Blue Origin, Dave Limp, disse que a empresa está a trabalhar para pôr o New Glenn novamente a voar ainda este ano, recorrendo a uma configuração de lançamento redesenhada, em vez de reconstruir a plataforma danificada.

A Amazon afirma que os seus planos mais alargados de lançamentos se mantêm dentro do calendário. A próxima missão Leo utilizará o foguetão pesado Vulcan, da ULA, capaz de transportar cargas maiores e que deverá acelerar o ritmo de colocação em órbita.

A empresa enfrenta forte concorrência do Starlink da SpaceX, que tem uma vantagem significativa. O Starlink conta com mais de 10 400 satélites ativos em órbita e a Amazon Leo é atualmente a terceira maior constelação, atrás do Starlink e dos cerca de 650 satélites da OneWeb.

A Amazon abriu em novembro o acesso beta ao Leo para clientes empresariais e aponta para um lançamento comercial completo no terceiro trimestre deste ano.

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