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As reações de quem viu o lançamento do foguetão Ariane 6 com o MTG-I2

O MTG-I2 foi lançado a bordo de um foguetão Ariane 6 a partir do porto espacial europeu da Guiana Francesa, em 27 de agosto de 2026.
MTG-I2, lançado a bordo de um foguetão Ariane 6 a partir do porto espacial europeu da Guiana Francesa, em 27 de agosto de 2026. Direitos de autor  ESA
Direitos de autor ESA
De Maria Muñoz Morillo & Jesús Maturana
Publicado a Últimas notícias
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O Ariane 6 lançou, a partir da Guiana Francesa, o satélite MTG‑I2, nova geração de satélites que reforça o compromisso europeu com a vigilância meteorológica. A Euronews falou com várias pessoas após o evento para sentir de perto a sua emoção.

Assistir ao lançamento de um foguetão não é algo de que se possa desfrutar todos os dias. Foram poucos os afortunados que puderam ver em direto, a partir da Guiana Francesa, como o Ariane 6 colocou em órbita o MTG-I2, a nova geração de satélites meteorológicos que vai monitorizar as condições atmosféricas que afetam a Terra.

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Participantes no evento em Tucán quiseram partilhar com a Euronews o que sentiram ao testemunhar o estrondo do lançamento, que representa uma nova conquista do espaço para a ciência europeia.

Com este satélite Meteosat de terceira geração, a Europa coloca-se na linha da frente da monitorização e da prevenção de fenómenos meteorológicos.

"É a primeira vez que assisto a um evento como este — um lançamento que foi verdadeiramente emocionante. Poder testemunhar toda a fase de preparação, todo aquele combustível capaz de provocar uma explosão gigantesca e guiar o foguetão ao longo de uma trajetória muito precisa e cuidadosamente calculada", descreve Andrea Parlangeli, um participante italiano.

"Foi incrível. Este foi o meu segundo lançamento. O primeiro foi o lançamento do Solar Orbiter em 2020 — um projeto que está em curso há anos. Foi impressionante ver o Ariane 6 tão de perto a partir do miradouro Tucán, aqui em Kourou", diz Gerome, um participante belga, à Euronews.

Foi a primeira vez que um Ariane 6 viajou até uma órbita de transferência geoestacionária (GTO), a mais distante alcançada pelo foguetão até à data, na configuração A62, com dois propulsores laterais. E, pela primeira vez desde o voo inaugural, a missão contou com uma janela de lançamento de duas horas e 30 minutos, em vez de um instante fixo de descolagem, o que deu à equipa alguma margem para lidar com eventuais imprevistos.

A fase superior do foguetão, propulsionada pelo motor Vinci, pode ainda voltar a acender-se em pleno voo graças a um sistema de pressurização com hélio, que faz assentar o combustível no fundo do depósito antes de cada novo acionamento. É uma capacidade que o Ariane 5 não tinha e que o Ariane 6 estreia neste tipo de missões.

Veja a reportagem no vídeo no leitor acima.

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