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Suécia quer ser destino receitado pelos médicos

Viagem à Suécia pode aliviar o burnout
Viajar para a Suécia pode ajudar a combater o burnout Direitos de autor  Photo by Jessica Pamp on Unsplash
Direitos de autor Photo by Jessica Pamp on Unsplash
De Fakhriya M. Suleiman
Publicado a Últimas notícias
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A nova campanha turística da Suécia propõe um remédio nacional para o esgotamento moderno: a Visit Sweden convida viajantes a descobrirem a cultura do “fika” e do “lagom”, as saunas e os mergulhos gelados para reforçar o bem-estar.

E se pudesse viajar para um país por indicação médica para melhorar o seu bem-estar? Este país escandinavo pode muito bem ser a receita perfeita.

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Segundo a Visit Sweden, o modo de vida único do país, que privilegia o equilíbrio e o acesso fácil tanto à natureza como à cultura, faz da Suécia um lugar ideal para recuperar mente e corpo.

No âmbito da sua mais recente campanha centrada no bem-estar, o organismo de turismo apresenta mesmo o país como o primeiro destino a ser “receitado” por médicos.

A campanha bem-humorada “Swedish Prescription” foi criada em colaboração com profissionais de saúde e investigadores, entre os quais Yvonne Forsell, professora catedrática no Karolinska Institutet, para apoiar os futuros “pacientes” que viajam para a Suécia para tirar o máximo partido das suas ofertas de bem-estar.

“Se um paciente me pedisse formas de gerir o stress ou melhorar o bem-estar, eu apoiaria uma receita para a Suécia”, afirmou a médica Stacy Beller Stryer, pediatra com certificação oficial que trabalha para o governo federal dos EUA e é diretora médica adjunta da Park Rx America, organização que defende que as zonas ricas em natureza sejam acessíveis a todos e que o contacto com o exterior faça parte do quotidiano.

“O acesso à natureza e as práticas culturais associadas estão em linha com o que sabemos que funciona para a saúde mental e física”, acrescentou.

No índice de qualidade de vida de 2025, a Global Citizen Solutions atribuiu à Suécia uma pontuação de 91,5, acima da Finlândia e da Alemanha, com uma classificação muito elevada em felicidade e bem-estar.

Se esta é uma receita que vale a pena seguir, a Suécia pode estar a chamá-lo.

"Fika"

Mantendo o tema da receita, a Visit Sweden avisa em tom de brincadeira que os viajantes para o país escandinavo podem sentir súbitas vontades de ler livros como se estivessem no século XIX e de jantar almôndegas, enquanto “se der por si a ganhar gosto por arenque e minimalismo, consulte de imediato o seu agente de viagens”.

Outros possíveis efeitos secundários incluem encontros com o “fika” que podem transformar-se em hábitos regulares. Na Suécia, a palavra é substantivo e verbo: pode fazer um fika, “ta en fika”, ou seja, fazer uma pausa para café, simplesmente “fika”.

O conceito deriva da palavra sueca antiga “kaffi”, que significa café. Com o passar dos anos, “fika”, a par de “fikabröd”, passou a designar um momento para abrandar, conviver com os outros e, sobretudo, recarregar energias.

Embora seja difícil resistir a um bolo sueco, doce ou salgado, o essencial num bom momento de “fika” são as conversas, a companhia e pouco tempo de ecrã.

Quer fazer “fika” como um sueco? Um dos locais preferidos dos habitantes de Estocolmo é o Vete-Katten, com 18 cafés e pastelarias na capital e arredores.

Fundado em 1928, o café serve chás, cafés, sumos e batidos, a par de especialidades locais como o clássico blåbärsbulle, pães doces de mirtilo, e outras tentações, como tartes, brownies e bolos.

Em algumas lojas há também refeições quentes, incluindo goulash, empadas e batatas assadas com vários recheios.

"Lagom"

A Visit Sweden descreve o “lagom” como algo que atravessa a sociedade sueca como a canela atravessa um bolo de canela. Mas o conceito está longe do excesso – é precisamente o contrário.

O “lagom” gira em torno do equilíbrio e pode traduzir-se por “nem de mais, nem de menos”. Na Suécia, pode significar comer apenas um bolo de canela num encontro de “fika”, em vez de dois, para que chegue para todos. Ou ficar na companhia uns dos outros o tempo suficiente, sem prolongar a noite até tarde.

Fora do “fika”, pode também significar evitar o esgotamento sem ter de ser constantemente produtivo ou exagerar no trabalho.

“Por isso, da próxima vez que pensar se deve fazer mais, comprar mais ou esforçar-se mais, pense na forma sueca de estar. Talvez o ‘lagom’ seja mesmo a melhor opção”, aconselha o organismo de turismo.

E, fiel ao espírito “lagom”, até o exercício moderado, como caminhadas, passeios a pé e tempo ao ar livre faz parte natural do ritmo diário.

No sul da Suécia, o trilho Skåneleden estende-se por mais de 1 600 quilómetros, serpenteando por percursos costeiros, florestas e pequenas cidades. Está dividido em sete percursos principais, permitindo aos visitantes escolher as rotas que melhor se adaptam ao seu ritmo e espírito de aventura.

Sauna, mergulho gelado e repetir

Se há um remédio sueco para o esgotamento, será provavelmente o vapor e o silêncio de uma sauna, seguidos de um mergulho em água gelada.

“O ritual de alternar a sauna com banhos em água fria não é apenas um passatempo – é um pilar de bem-estar que proporciona uma experiência estimulante e inúmeros benefícios para a saúde”, segundo a Visit Sweden.

Entre os benefícios destes dois extremos contam-se a melhoria da circulação, o relaxamento muscular e a redução da inflamação, o reforço do sistema imunitário, a diminuição do stress, um sono mais reparador e uma pele mais saudável, ao eliminar toxinas e deixar uma sensação de renovação.

A sauna e os banhos em água fria são benéficos para a nossa saúde.
A sauna e os banhos em água fria são benéficos para a nossa saúde. Photo by HUUM on Unsplash

A cultura sueca de sauna costuma fazer-se à beira de lagos, em plena natureza ou até em estruturas flutuantes. Porém, a 80 metros de profundidade, na Adventure Mine, em Dalarna, os visitantes podem alternar sauna e banhos frios numa autêntica viagem pelo folclore local.

A experiência, com cerca de três horas e meia, está ligada à lenda da “Senhora da Mina”, que, segundo se conta, vigiava os túneis e guiava os mineiros até tesouros escondidos.

Além de vários mergulhos na água cristalina da mina, os participantes recebem bebidas locais sem álcool e petiscos de uma tábua de enchidos. O programa começa nos 2 450 coroas suecas (cerca de 226,97 euros) por pessoa.

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