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Austrália acusa homem de tentar informar Rússia sobre operações militares ucranianas

Militares ucranianos preparam um canhão de artilharia de 122 mm antes de disparar contra posições russas na região de Kherson, 27 de outubro de 2024
Militares ucranianos preparam um canhão de artilharia de 122 mm antes de dispararem contra posições russas na região de Kherson, 27 de outubro de 2024 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Na Austrália, o crime de ingerência estrangeira deliberada é punido com pena de prisão que pode ir até 20 anos.

A polícia australiana informou esta sexta-feira que um homem foi acusado de ingerência estrangeira por alegadamente tentar fornecer informações à Rússia sobre atividades militares ucranianas.

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O cidadão russo-australiano, de 27 anos, recebeu formação de “tipo militar” na Rússia e, mais tarde, integrou as forças armadas ucranianas, afirmou a comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, numa conferência de imprensa.

“Não queremos que a Austrália se torne um refúgio seguro para pessoas que praticam ingerência estrangeira em nome de outros países”, afirmou.

As autoridades alegam que ele viajou para a Rússia para receber essa formação em outubro de 2024.

De seguida, regressou à Austrália, onde, segundo a polícia, “manteve contacto” com pessoas que acreditava estarem ligadas aos serviços de informações russos.

A polícia afirma que, em 2025, viajou para a Ucrânia, onde se alistou nas forças armadas do país e “obteve acesso a informações sobre o seu pessoal militar, unidades e localizações”.

Morador local olha para o interior de um carro destruído junto a edifícios residenciais muito danificados após um ataque russo durante a noite em Kiev, 20 de agosto de 2026
Morador local olha para o interior de um carro destruído junto a edifícios residenciais muito danificados após um ataque russo durante a noite em Kiev, 20 de agosto de 2026 AP Photo

Depois, “forneceu, ou tentou fornecer, informações obtidas na Ucrânia a pessoas que acreditava agirem em nome dos serviços de informações russos”, disse Barrett.

“Alega-se que este comportamento criou um risco para a segurança do pessoal militar ucraniano.”

O crime de ingerência estrangeira intencional é punível na Austrália com uma pena de até 20 anos de prisão.

A Ucrânia combate a invasão em larga escala da Rússia desde que esta foi lançada, em fevereiro de 2022.

“Destinámos mais de 1,5 mil milhões de dólares (900 milhões de euros) para ajudar a Ucrânia a defender-se, incluindo mais de 1,3 mil milhões de dólares (700 milhões de euros) em apoio militar através de equipamento vital para o campo de batalha e da formação das forças ucranianas”, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Penny Wong, em fevereiro do ano passado.

“A Austrália tem sido clara desde o primeiro dia: a Rússia, e aqueles que apoiam a sua invasão ilegal, enfrentarão consequências.”

Outras fontes • AFP

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