Confrontado sobre se pediria desculpa pelo seu “comportamento desrespeitoso” no Parlamento, na terça-feira, o líder australiano afirmou: “rejeito a premissa da pergunta.”
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, evitou na terça-feira apelos para pedir desculpa, depois de ter surgido um vídeo em que aparece a trocar piadas grosseiras sobre uma prenda oferecida pela sua homóloga japonesa.
Albanese já tinha enfrentado críticas e pedido desculpa por comentários feitos numa entrevista, no mês passado, ao podcast Bush Deep, em que disse que iria “shag” a cantora Kylie Minogue.
Mas comentários distintos nessa mesma entrevista, em que fez uma piada sobre uma prenda da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, durante a visita desta à Austrália em maio, desencadearam esta semana a fúria dos seus adversários políticos.
Na conversa com a apresentadora Nikki Osborne, na residência oficial, o líder australiano referiu em tom de brincadeira que recebera de Takaichi uma prenda “estranha”: um melão japonês de luxo, conhecido como melão real.
No Japão, melões de qualidade superior são considerados artigos de luxo e podem custar mais de 270 dólares australianos (164 euros), segundo o antigo embaixador japonês na Austrália.
Quando a apresentadora perguntou se ela tinha contrabandeado a fruta através da alfândega australiana, Albanese levantou as mãos e respondeu: “já tinha um par de melões”.
“Ela entrou com ar de Pamela Anderson”, respondeu a apresentadora.
Líder da oposição australiana quer que Albanese peça desculpa pela piada considerada “insultuosa”.
Questionado no Parlamento, esta terça-feira, se iria pedir desculpa pelo seu “comportamento desrespeitoso”, o líder australiano respondeu: “rejeito a premissa da pergunta”. “A primeira-ministra Takaichi é amiga da Austrália e minha amiga”, afirmou.
A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong, também rejeitou as acusações de que os comentários do primeiro-ministro tinham intenção de insultar.
“O primeiro-ministro tem sido claro ao dizer que não pretendia que esses comentários fossem interpretados da forma como o foram pelos deputados da oposição”, disse, em referência aos adversários políticos.