Anúncio surge um dia depois de um caça F-16 romeno ter destruído um drone marítimo carregado de explosivos perto do maior projeto europeu de gás offshore.
Um ponto de passagem fronteiriço com a Moldova, na região de Odessa, no sul da Ucrânia, foi danificado por drones russos durante a noite, informou o Serviço Estatal da Guarda de Fronteira da Ucrânia em comunicado na manhã de sexta-feira.
O tráfego através do posto de controlo de Tabaky foi suspenso e desviado para outras passagens, adiantou o serviço de fronteira no Telegram.
As autoridades moldavas em Chisinau foram informadas, acrescentou o comunicado.
O anúncio surge um dia depois de um caça F-16 romeno ter destruído um drone marítimo carregado de explosivos perto do maior projeto de gás offshore da Europa, horas após outro drone ter entrado no espaço aéreo do país membro da NATO e se ter despenhado junto à fronteira com a Ucrânia.
O presidente da Roménia, Nicuşor Dan, responsabilizou a Rússia pelo mais recente incidente e condenou o que descreveu como uma escalada de “incidentes irresponsáveis” por parte de Moscovo.
O ministro da Defesa, Radu Miruță, afirmou que o drone transportava explosivos e que Kiev tinha confirmado que não era ucraniano.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu o incidente como parte de "uma campanha de ameaças cada vez mais intensa" contra a União Europeia.
"Trata-se de uma guerra híbrida", afirmou, acusando os responsáveis de procurarem desestabilizar os cidadãos europeus e dividir o bloco.
Europa em alerta
A Europa, no seu conjunto, encontra-se em estado de alerta máximo depois de as incursões de drones no espaço aéreo da NATO terem atingido uma escala sem precedentes em setembro passado, o que levou os líderes europeus a concordarem em desenvolver uma "barreira contra drones" ao longo das suas fronteiras para melhor detetar, rastrear e interceptar drones que violem o espaço aéreo europeu.
Em novembro, responsáveis militares da NATO afirmaram que um novo sistema antidrones dos EUA tinha sido implantado no flanco oriental da aliança.
E na sequência de uma violação do espaço aéreo polaco, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, anunciou a criação do programa "Sentinela Oriental", que visa dissuadir novas incursões russas.
Alguns responsáveis europeus descreveram os incidentes como uma forma de Moscovo testar a resposta da NATO, o que levantou questões sobre o grau de preparação da aliança face a potenciais ameaças da Rússia.
O Kremlin rejeitou como "infundadas" as alegações de que a Rússia estaria por trás de alguns dos voos de drones não identificados na Europa.