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Forças armadas da Dinamarca admitem falhas em relatório sobre incursões de drones em 2025

Conferência de imprensa sobre atividades de drones reúne ministros da Defesa e da Justiça e chefes da polícia e da Defesa: Copenhaga, 25.09.2025
Ministros da Defesa e da Justiça e chefes da polícia e da Defesa realizam conferência de imprensa sobre atividades de drones, Copenhaga, 25.09.2025 -  Direitos de autor  Emil Helms/AP
Direitos de autor Emil Helms/AP
De Andreas Rogal com AFP
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Num relatório revisto sobre o incidente na base aérea de Skrydstrup, divulgado na quinta‑feira, os militares admitiram que a versão pode estar errada.

As forças armadas dinamarquesas admitiram ter cometido erros no relatório inicial sobre alegados drones de origem desconhecida que sobrevoaram o país no outono de 2025.

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Na preparação de uma cimeira da UE em Copenhaga, no início de outubro, foram avistados drones sobre bases aéreas civis e militares, o que levou ao reforço das medidas de segurança, ao encerramento temporário de aeroportos e à adoção de uma proibição de drones privados.

Entre os locais afetados estava a base aérea de Skrydstrup, onde pilotos ucranianos recebem treino em caças F-16.

Após alguma reserva em relação à versão oficial dos acontecimentos, em junho o governo e os militares confirmaram que drones tinham sobrevoado o país, embora a sua origem continuasse desconhecida.

As forças armadas da Dinamarca divulgaram igualmente um relatório sobre a forma como lidaram com os incidentes.

Contudo, a descrição detalhada de um dos episódios foi posta em causa depois de órgãos de comunicação social terem divulgado relatos de testemunhas que contrariavam essa versão.

Isso levou o ministro da Defesa, Jeppe Bruus, a pedir uma revisão.

No relatório revisto sobre o incidente, divulgado na quinta-feira, os militares reconheceram que a sua descrição poderá estar errada.

Segundo o documento, os soldados poderão ter disparado para o ar enquanto passava uma aeronave civil, hipótese já avançada por alguns especialistas em aviação e drones.

Mas o relatório sublinha que, na avaliação das forças armadas, os militares dispararam contra o que acreditavam ser um drone, com base, entre outros elementos, no seu padrão de voo.

“A unidade destacada em Borris estava a cumprir uma missão de vigilância sensível, destinada a proteger os formandos ucranianos no campo, e observou drones sobre o campo de Borris em 24, 25 e 28 de setembro de 2025”, refere o documento.

Desde então, a Dinamarca tem trabalhado no reforço das suas capacidades de combate e deteção de drones.

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