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Grécia: O compromisso ou o caos?

Grécia: O compromisso ou o caos?
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De Euronews
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Colapso, radicalização, protesto são as palavras escolhidas pela imprensa da Grécia para descrever o resultado das eleições legislativas. O país, sufocado pela austeridade, marginalizou os grandes partidos do centro, que assinaram o acordo com a troika.

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Uma das questões mais discutidas é saber se a Grécia vai respeitar as condições exigidas para permanecer na zona euro.

Há agora sete partidos no Parlamento e o mais votado conquistou apenas 18,8%: a Nova Democracia (ND), de centro-direita. Os socialistas do PASOK, que estavam no executivo de coligação, ficaram em terceiro lugar, com apenas 13%.

Uma coligação de forças da esquerda radical (Syriza), liderada por um engenheiro de 39 anos, foi a estrela das eleições: conquistou o segundo lugar, com 16% dos votos (apenas menos 2% do que a ND).

Se a ND não conseguir formar governo, o jovem Alexis Tsipras vai tentar levar a Grécia por um caminho alternativo: “O nosso principal compromisso é honrar o mandato que o povo nos deu e fazer o possível para garantir que o país terá um governo que romperá com o acordo de resgate e que vai cancelar as medidas de austeridade”.

Nikos Kostandaras, editor-executivo do jornal grego de referência, “Kathimerini”, escreveu no seu editorial pós-eleições que a Grécia entrou num ponto histórico decisivo, em que tem de escolher entre compromisso ou caos. Explicou este seu ponto de vista à enviada da euronews, Laura Davidescu.

‘‘Há a extrema esquerda, há a extrema-direita e há os centeristas que estão numa desordem total. Há movimento em todas as direções. Sendo assim, se não se respeitarem como forças políticas e não tentarem cooperar, não haverá qualquer hipótese de unidade. Penso que o teste começou hoje para a Nova Democracia, com o seu líder, Antonis Samaras, a receber o mandato para formar governo. Será o primeiro grande teste para ver se entramos numa fase de acalmia ou se haverá um turbilhão”, disse Nikos Kostandaras.

Questionado se a Grécia é um símbolo de uma escolha difícil entre “cooperação e anarquia”, também enfrentada pela zona euro e pela UE como um todo, o jornalista responde que foi cavado um fosso difícil de superar.

‘‘O mais trágico na Grécia é o facto do país ter sido apontado como um problema e os gregos descritos como pessoas que enfiaram as mãos nos bolsos dos alemães, porque são demasiado preguiçosos para trabalharem. Se em vez desse clima de confrontação, tivesse havido um diálogo sobre o que dar e receber em troca, teríamos evitado muitos problemas. Nunca teríamos enveredado por este caminho em que assistimos à desintegração política, pedaço a pedaço”, explicou o editor-executivo do “Kathimerini”.

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