Última hora
This content is not available in your region

Verdi em Veneza

Verdi em Veneza
Tamanho do texto Aa Aa

No ano do bicentenário de Giuseppe Verdi, as atenções centram-se no teatro La Fenice, em Veneza, palco da estreia de muitas óperas do mestre. Em 2013, duas estrelas ascendentes do canto interpretam algumas das áreas mais conhecidas de Verdi, obras-primas conduzidas pela batuta do maestro John Eliot Gardiner:

“Sou um amante de Verdi. Penso que o ritmo de obras-primas nos seus últimos anos é espantoso. São grandiosas, porque agarram, são verdadeiras do ponto de vista dramático e têm muitas coisas interessantes em termos de melodia e harmonia. Como orquestrador, Verdi ainda está subvalorizado”.

“Ele era um lavrador, não vivia na estratosfera, numa espécie de nuvem. Há algo de muito rural, muito terra-a-terra, em Verdi, que adoro. Isso não significa que não consiga exprimir emoções extremamente ternas e incrivelmente subtis, pelo contrário”.

“Penso que seria um grande homem para nos sentarmos com uma boa garrafa de vinho, algum queijo parmesão, um bocado de presunto de Parma e desfrutar de uma boa conversa. Foi um personagem excelente, um homem fantástico e tão humano”.

Saimir Pirgu e Desirée Rancatore são estrelas em ascensão rápida no mundo da ópera. Estão habituados aos grandes palcos e a passagem por Veneza, para o concerto de ano novo, fez as delícias do público.

Saimir Pirgu, tenor:

“Ser cantor faz-nos voar alto no céu. Pensamos que todos estão a olhar para nós. De facto, somos como os palhaços; divertimos a audiência durante duas horas ou apenas por um minuto, mas no final do espetáculo, quando todos vão para casa, deixamos de existir e temos de regressar à realidade”.

Desirée Rancatore, soprano:

“Adoro perder-me em Veneza. Deambular por esta cidade é uma experiência incrível. Cada esquina tem algo de magia e de história. Esquecemo-nos de quem somos e onde estamos”.

“Cantar é a minha vida. Produzir sons com a minha voz, encarnar personagens únicas, como as que encontramos nas óperas, torna a minha vida maravilhosa. Cada nota que canto perante o público faz valer a pena cada sacrifício, cada momento de solidão que passamos”.

Nesta história pode escutar excertos das seguintes peças de Giuseppe Verdi:

Aida: Sinfonia
I vestri siciliani: “Mercé, dilette amiche”
Rigoletto: “Questa o quella per me pari sono”
La traviata: “Sempre libera degg’io” and “Libiam ne’ lieti calici”

Mais excertos da entrevista (em inglês) com o maestro britânico sir John Eliot Gardiner na hiperligação seguinte:

Bonus interview: Sir John Eliot Gardiner