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Solti inspira jovens cantores de ópera

Solti inspira jovens cantores de ópera
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São as futuras estrelas da ópera: Estudam na escola de verão da Academia Georg Solti, na Toscânia. Solti foi um dos maiores maestros do século XX. A mulher, Valerie, dá continuidade ao legado do mestre da batuta:

“Ele teve sempre a ideia de trabalhar com os jovens depois de se reformar. Sempre gostou de jovens músicos, jovens cantores e tinha a convicção que pessoas na sua posição deviam passar à geração seguinte os ensinamentos que receberam de grandes professores”, recorda Lady Valerie Solti.

Solti nasceu em Budapeste, na Hungria, a 21 de outubro de 1912. Naturalizou-se britânico e foi distinguido pela rainha. Faleceu em 1997 aos 84 anos.

A casa onde viveu, em Castiglione della Pescaia, na Toscânia, em Itália, é hoje uma academia de verão onde rumam muitos aspirantes a cantores de ópera.

No décimo ano de existência, a Academia Georg Solti teve 200 candidaturas, mas só 12 cantores foram eleitos para o curso de verão: três semanas de trabalho intenso, focado no aperfeiçoamento do bel canto.

“O Bel Canto é essencialmente um cantar bonito. Quando canto gosto de pensar em vogais, vogais e, de repente, salta uma consoante, mas que não interrompe esta bela linha de vogais. É uma técnica de canto muito difícil. A nossa voz é realmente a única coisa que toda a gente escuta. Portanto tem de ser perfeita”, explica a soprano Marlena Devoe.

“(Os estudantes) têm de ter um potencial que julgamos valer a pena desenvolver. Têm de ser vigorosos, não apenas fisicamente, mas também psicologicamente, porque estamos permanentemente em cima deles. Estamos sempre a dizer: é preciso fazer isto e aquilo; é desta forma que devia corrigir o problema – e para isso é necessária muita perseverança e vontade de fazer este trabalho”, esclarece Jonathan Papp, diretor artístico da academia.

Os estudantes aprendem que o trabalho de equipa com o ensaiador é fundamental. Ele representa o papel de treinador, substituindo a orquestra ao piano. Foi uma das funções de Solti no início da carreira, na ópera em Budapeste.

“O ensaiador assume a responsabilidade de garantir que estou a fazer bem as coisas e sou expressivo quando canto. Os ensaiadores conhecem a linguagem, conhecem as partituras e são extremamente úteis para que a peça floresça”, refere Anthony Reed, barítono.

“Para a nova geração de cantores, penso que o mais importante, aquilo que tento transmitir – e na qual Solti também insistia – é que é necessário atingir um nível de excelência. Temos de fazer o que está na partitura e estudá-la a fundo, compreender o que estamos a fazer e cantar o melhor que pudermos”, afirma Jonathan Papp.

“A ideia é dar continuidade aos critérios de Georg Solti: Nunca desistir, trabalhar, trabalhar e trabalhar para produzir verdadeiramente o melhor, apontar para a excelência”, conclui Valerie Solti.

Nesta reportagem pode escutar excertos das seguintes obras:

Giacomo Puccini, Manon Lescaut: “Madrigale”
Giacomo Puccini, La Rondine: “Bevo al tuo fresco sorriso”
Giuseppe Verdi, Simon Boccanegra: “Il lacerato spirito”
Vincenzo Bellini, I Capuleti e I Montecchi: “Ah! Crudel d’onor ragioni”,
Gioacchino Rossini, Semiramide: “Bel raggio lusinghier”

Para mais informação visite www.georgsoltiaccademia.org

Lady Valerie Solti – interview extras

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