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França honra a lenda da moda Pierre Cardin

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França honra a lenda da moda Pierre Cardin

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Pierre Cardin, criador de moda de 92 anos, tem um novo museu, no coração de Paris, dedicado aos seus 70 anos de carreira.

No espaço podem ver-se mais de 200 modelos, móveis, chapéus, sapatos e joias que foram transferidos do museu de Saint-Ouen, no subúrbio da capital, inaugurado em 2006.

A nova casa de celebração do trabalho do criador, que nasceu em Itália mas tem nacionalidade francesa, é uma antiga fábrica de gravatas no Marais, um bairro de Paris, organizados em três andares:

“Aqui é possível ver o que eu criei em 70 anos, um trabalho pessoal a demonstração daquilo que sou, não imita ninguém, porque a cópia está relacionada com sabor. A cópia não é criação é preciso fazer algo diferente, ter uma sensibilidade diferente. A criação não pode ser discutida ou se ama ou se odeia. Mas mostra o que eu tenho dentro de mim, a minha vontade de criar formas, tecidos, cores, a minha forma de senti-los e como quero mostrá-los às pessoas”, adianta o estilista.

Pierre Cardin começou a carreira aos 14 anos, como aprendiz numa loja de roupas. Mudou-se para Paris em 1945, onde estudou arquitetura. Dedicou-se à casa Paquin após a Segunda Guerra Mundial. Trabalhou, depois para Elsa Schiaparelli, Christian Dior e, em 1950, fundou a sua casa:

“Uma evolução. Eu acho que a moda não pode ser estável. Há um estilo de que as pessoas gostam ou não, mas isso tem de mudar. O meu é presente, passado, futuro, o que significa que o futuro ainda não chegou mas tornar-se-á passado”, explica o criador.

Pierre Cardin, o estilista que revolucionou a moda com estampados geométricos, silhuetas futuristas e cores vivas, vestiu a fadista Amália Rodrigues.

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