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Guterres: o mundo tem de abrir fronteiras aos refugiados sírios para aliviar a Jordânia e o Líbano

Guterres: o mundo tem de abrir fronteiras aos refugiados sírios para aliviar a Jordânia e o Líbano
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De Nelson Pereira com REUTERS, AP
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O drama dos refugiados, em consequência da guerra na Síria e no Iraque, está a tomar proporções assustadoras. São atualmente 15 millhões de pessoas

O drama dos refugiados, em consequência da guerra na Síria e no Iraque, está a tomar proporções assustadoras. São atualmente 15 millhões de pessoas, disse no sábado o alto-comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres.

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“Não podemos continuar a pressionar apenas o Líbano e a Jordânia – é preciso que a comunidade internacional assuma responsabilidades”, sublinhou Guterres, no Fórum Económico Mundial a decorrer em Shouneh, na Jordânia.

“O mundo não está consciente do drama que estamos a enfrentar. Temos agora quase quatro milhões de refugiados sírios, mas se juntarmos a Síria e o Iraque, o número de pessoas deslocadas é próximo dos 15 milhões e muitas delas vivem numa miséria absoluta”, acrescentou o responsável do ACNUR.

Para António Guterres as fronteiras da Europa e do Golfo têm de abrir-se aos refugiados sírios, pois a situação é insustentável para os países da região.
A comunidade internacional tem que perceber que estas pessoas “não são terroristas, mas sim as primeiras vítimas do terrorismo”.

Dos quatro milhões de refugiados sírios, a Jordânia acolhe cerca de 630 mil, em três acampamentos. Um dos maiores é em Zaatari, no norte do país, equivalente à quinta maior cidade da Jordânia.

Estas acampamentos salvaram a vida destas pessoas, mas as condições pioram, à medida que o número aumenta, disse um dos refugiados. Abu Eissa explicou que no campo de Zataari os principais problemas são com a electricidade e a água. “Estamos sem electricidade já há cinco ou seis meses”, disse, acrescentando que as tempestades de poeira ameaçam a vida das pessoas, que aqui começaram a sofrer com asma.

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