A mudan\u00e7a na FIFA est\u00e1 finalmente a chegar. Procuremos uma solu\u00e7\u00e3o consensual para que comece uma nova era. http://t.co/XXYt1NfooH

— Lu\u00eds Figo (LuisFigo) 2 junho 2015 Nove horas depois, j\u00e1 conhecedor da demiss\u00e3o de Blatter, o portugu\u00eas voltou \u00e0 carga: \u201cUm dia bom para FIFA e para o futebol. A mudan\u00e7a est\u00e1 finalmente a chegar. Como disse na minha declara\u00e7\u00e3o de sexta-feira: o dia podia tardar, mas chegaria. Ele a\u00ed est\u00e1! Devemos agora, de forma respons\u00e1vel e serena, procurar uma solu\u00e7\u00e3o consensual em todo o mundo para que comece uma nova era de dinamismo, transpar\u00eancia e democracia na FIFA.\u201d Figo \u2014 podemos concluir \u2014 est\u00e1 de novo na corrida, apare\u00e7am os apoios. A Federa\u00e7\u00e3o Portuguiesa de Futebol est\u00e1 j\u00e1 na expetativa para os pr\u00f3ximos passos do antigo internacional portugu\u00eas. O pr\u00edncipe est\u00e1 pronto Ali Bin al-Hussein, por seu turno, ainda n\u00e3o reagiu de viva voz \u00e0 demiss\u00e3o de Blatter. Mas, atrav\u00e9s de Salah Sabra, vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Futebol da Jord\u00e2nia, ter\u00e1 feito saber que est\u00e1 \u201cpronto para assumir a presid\u00eancia da FIFA no imediato.\u201d #UPDATE Prince Ali to stand in new FIFA presidency elections: official http://t.co/yaPn081C6F\u2014 Agence France-Presse (@AFP) 2 junho 2015 O pr\u00edncipe jordano chegou a ir a votos contra Blatter. Conseguiu evitar a vit\u00f3ria do su\u00ed\u00e7o logo \u00e0 primeira volta \u2014 eram precisos dois ter\u00e7os do eleitorado, o su\u00ed\u00e7o conseguiu 133 votos e ficou a seis da elei\u00e7\u00e3o, o jordano ficou-se pelos 73. a perspetiva da derrota na segunda volta, onde uma maioria simples era o suficiente, levou ali Bin al-Hussein a desistir e a entregar de bandeja a vit\u00f3ria ao su\u00ed\u00e7o. O sonho de Platini Terceiro filho do Rei Houssein da Jord\u00e2nia e vice-presidente da da FIFA para a \u00c1sia, Ali Bin al-Hussein foi a votos com o apoio da UEFA e, em particular, do presidente do organismo europeu, Michel Platini. Mas o franc\u00eas nunca escondeu o sonho de tamb\u00e9m ele chegar um dia a presidente da FIFA. Em agosto do ano passado, Paltini chegou a afirmar ser \u201cainda cedo\u201d para dar o salto. Mas perante os desenvolvimentos desta quarta-feira, n\u00e3o ser\u00e1 de descartar que o presidente da UEFA, atualmente com 59 anos, esteja tamb\u00e9m a refletir em candidatar-se j\u00e1 \u00e0 FIFA. No pr\u00f3ximo ano, joga-se o Europeu de futebol em Fran\u00e7a e, certamente, Platini gostar\u00e1 de saborear a partir do trono do futebol do futebol do Velho Continente esse grande torneio com marca UEFA e no seu pa\u00eds natal. Mas\u2026 se for como presidente da FIFA tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 assim t\u00e3o mau. O presidente da Federa\u00e7\u00e3o francesa, Noel Le Graet, que ate ter\u00e1 votado em Sepp Blatter na sexta-feira, j\u00e1 revelou que a sua prefer\u00eancia para a sucess\u00e3o do su\u00ed\u00e7o est\u00e1 no compatriota. \u201cPlatini continua a ser o meu preferido, sempre o disse. Ser\u00e1 que est\u00e1 dispon\u00edvel para essa aventura? N\u00e3o me posso colocar na pele de Platini, mas sempre pensei que ele \u00e9 o melhor candidato e que se a Europa avan\u00e7ar com um candidato s\u00f3 pode ser ele\u201d, afirmou. Platini foi uma das vozes mais fortes a exigir a demiss\u00e3o de Sepp Blatter assim que \u201cexplodiu\u201d, na quarta-feira, o esc\u00e2ndalo da investiga\u00e7\u00e3o anticorrup\u00e7\u00e3o do Departamento de Justi\u00e7a norte-americano. O su\u00ed\u00e7o n\u00e3o recuou e at\u00e9 acabou reeleito dois dias depois. Os dois cumprimentaram-se logo ap\u00f3s a recondu\u00e7\u00e3o de Blatter e o su\u00ed\u00e7o n\u00e3o conteve uma cara de satisfa\u00e7\u00e3o perante o franc\u00eas. S\u00f3 que, j\u00e1 diz o povo, quem ri por \u00faltimo, ri melhor. Falta saber \u00e9 se aquele aperto de m\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 ter sido, quem sabe, uma passagem de testemunho. Para j\u00e1, Platini apenas esbo\u00e7ou uma curta frase sobre a demissao de Blatter e divulgou de forma discreta atrav\u00e9s de uma nota publicada no site oficial da UEFA: \u201cFoi uma decis\u00e3o dif\u00edcil, uma decis\u00e3o corajosa e decis\u00e3o certa.\u201d", "dateCreated": "2015-06-02 22:22:00", "dateModified": "2015-06-02 22:22:00", "datePublished": "2015-06-02 22:22:00", "image": { "@type": "ImageObject", "url": "https://static.euronews.com/articles/307212/1440x810_307212.jpg", "width": "1440px", "height": "810px", "caption": "Platini corre por fora, mas \u00e9 conhecido o sonho do franc\u00eas em liderar o futebol mundial. 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Quem sucede a Blatter na FIFA? Ali Bin al-Hussein e Luís Figo vão a jogo

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De  Francisco Marques  com Lusa, Reuters, Efe
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Quem sucede a Blatter na FIFA? Ali Bin al-Hussein e Luís Figo vão a jogo

As cartas voltam a ser baralhadas em torno da FIFA. Sepp Blatter anunciou a demissão do cargo, mantendo-se em funções apenas até à realização das eleições. Os candidatos começam a perfilar-se, mas agora há que recomeçar a recolher apoios.

O português Luís Figo e o príncipe da Jordânia Ali Bin al-Hussein têm boa parte do trabalho feito e já reagiram à demissão do suíço. O Bola de Ouro da FIFA de 2001 fê-lo através das respetivas redes sociais na internet, onde, apesar de ter desistido da corrida à presidência da FIFA há quase duas semanas, se tem mantido bastante ativo, criticando o “regime instalado” na FIFA e, de forma mais direta, Sepp Blatter.

Logo na sexta-feira, minutos após a reeleição do suíço por desistência de Ali bin al-Hussein antes da segunda volta de sufrágio, Figo escrevia que aquela “votação serviu apenas para caucionar a eleição de um homem que não pode manter-se à frente do futebol mundial.”

Esta votação serviu apenas para caucionar a eleição de um homem que não pode manter-se à frente do futebol mundial. Ao…

Posted by Luís Figo on Sexta-feira, 29 de Maio de 2015


“Ao contrário do que Sr. Blatter disse, os acontecimentos da passada quarta-feira não mancham o futebol, mancham a FIFA e os responsáveis que conduziram a organização até aqui”, acrescentou, numa declaração que rematou com uma mensagem clara: “Permaneço disponível para ajudar a FIFA a reerguer-se de tudo isto.”

Na segunda-feira, durante um evento na Fundação a que dá nome, Luís Figo reiterou ter denunciado “o sistema que existe” quando desistiu das eleições para a presidência da FIFA, ato que descreveu como “um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem”, e reafirmou: “Estou disponível para contribuir para um futebol mais transparente e democrático, mas depende das oportunidades, do momento e dos apoios para voltar a ter uma decisão independente em relação àquilo que quero fazer no futebol.”

Na manhã desta quarta-feira, após a notícia do New York Times, Figo escreveu nas redes sociais: “A FIFA continua nas primeiras páginas, mas pelas piores razões. Até quando?”


Nove horas depois, já conhecedor da demissão de Blatter, o português voltou à carga: “Um dia bom para FIFA e para o futebol. A mudança está finalmente a chegar. Como disse na minha declaração de sexta-feira: o dia podia tardar, mas chegaria. Ele aí está! Devemos agora, de forma responsável e serena, procurar uma solução consensual em todo o mundo para que comece uma nova era de dinamismo, transparência e democracia na FIFA.”

Figo — podemos concluir — está de novo na corrida, apareçam os apoios. A Federação Portuguiesa de Futebol está já na expetativa para os próximos passos do antigo internacional português.

O príncipe está pronto

Ali Bin al-Hussein, por seu turno, ainda não reagiu de viva voz à demissão de Blatter. Mas, através de Salah Sabra, vice-presidente da Federação de Futebol da Jordânia, terá feito saber que está “pronto para assumir a presidência da FIFA no imediato.”


O príncipe jordano chegou a ir a votos contra Blatter. Conseguiu evitar a vitória do suíço logo à primeira volta — eram precisos dois terços do eleitorado, o suíço conseguiu 133 votos e ficou a seis da eleição, o jordano ficou-se pelos 73. a perspetiva da derrota na segunda volta, onde uma maioria simples era o suficiente, levou ali Bin al-Hussein a desistir e a entregar de bandeja a vitória ao suíço.

O sonho de Platini

Terceiro filho do Rei Houssein da Jordânia e vice-presidente da da FIFA para a Ásia, Ali Bin al-Hussein foi a votos com o apoio da UEFA e, em particular, do presidente do organismo europeu, Michel Platini.

Mas o francês nunca escondeu o sonho de também ele chegar um dia a presidente da FIFA. Em agosto do ano passado, Paltini chegou a afirmar ser “ainda cedo” para dar o salto. Mas perante os desenvolvimentos desta quarta-feira, não será de descartar que o presidente da UEFA, atualmente com 59 anos, esteja também a refletir em candidatar-se já à FIFA.

No próximo ano, joga-se o Europeu de futebol em França e, certamente, Platini gostará de saborear a partir do trono do futebol do futebol do Velho Continente esse grande torneio com marca UEFA e no seu país natal. Mas… se for como presidente da FIFA também não será assim tão mau.

O presidente da Federação francesa, Noel Le Graet, que ate terá votado em Sepp Blatter na sexta-feira, já revelou que a sua preferência para a sucessão do suíço está no compatriota. “Platini continua a ser o meu preferido, sempre o disse. Será que está disponível para essa aventura? Não me posso colocar na pele de Platini, mas sempre pensei que ele é o melhor candidato e que se a Europa avançar com um candidato só pode ser ele”, afirmou.

Platini foi uma das vozes mais fortes a exigir a demissão de Sepp Blatter assim que “explodiu”, na quarta-feira, o escândalo da investigação anticorrupção do Departamento de Justiça norte-americano. O suíço não recuou e até acabou reeleito dois dias depois. Os dois cumprimentaram-se logo após a recondução de Blatter e o suíço não conteve uma cara de satisfação perante o francês. Só que, já diz o povo, quem ri por último, ri melhor.

Falta saber é se aquele aperto de mão não poderá ter sido, quem sabe, uma passagem de testemunho. Para já, Platini apenas esboçou uma curta frase sobre a demissao de Blatter e divulgou de forma discreta através de uma nota publicada no site oficial da UEFA: “Foi uma decisão difícil, uma decisão corajosa e decisão certa.”