Merkel apela à criação de "hot spots" e lista de países seguros

Merkel apela à criação de "hot spots" e lista de países seguros
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Conseguiram chegar da Áustria e da Hungria, antes de algumas estações ferroviárias encerrarem e no meio do colapso das normas europeias relativas ao

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Conseguiram chegar da Áustria e da Hungria, antes de algumas estações ferroviárias encerrarem e no meio do colapso das normas europeias relativas ao direito de asilo. Foi assim que a cidade de Munique acolheu mais quatro centenas de refugiados. Muitos deles sem documentos que permitam identificar rapidamente o percurso, o país de origem ou situações de risco.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, encontrou-se com Angela Merkel em Berlim, para reforçar a ideia de que esta crise é o “maior desafio que a Europa vai enfrentar nos próximos anos”.

Já a chanceler declarava: “Temos de trabalhar numa política comum de asilo, como aliás estivemos a debater com os parceiros espanhóis, em vez de andarmos a acusar-nos uns aos outros. Temos de mudar as coisas. Temos de criar os chamados ‘hot spots’ – centros de registo que têm de ser implementados rapidamente. Toda a União Europeia tem de estar envolvida nisto, incluindo na criação de uma lista de países seguros. Temos de poder mandar algumas pessoas de volta para os países de origem e deixar claro que não aceitamos a situação económica como um motivo. Por fim, os migrantes têm de ser repartidos pela União Europeia de forma justa.”

A polícia alemã tenta identificar e deter os traficantes de pessoas. Há estórias de famílias sírias que venderam o que tinham de forma a recolher três mil euros para alcançar o coração da Europa. Merkel avisa que o espaço Schengen pode estilhaçar-se, mas Londres aponta que a livre circulação europeia é parte do problema.

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