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Turquia levanta recolher obrigatório em Cizre após protestos violentos do fim de semana

Turquia levanta recolher obrigatório em Cizre após protestos violentos do fim de semana
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Turquia levanta recolher obrigatório em Cizre depois de um fim de semana marcado por manifestações violentas nas zonas curdas do país. A Turquia

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Turquia levanta recolher obrigatório em Cizre depois de um fim de semana marcado por manifestações violentas nas zonas curdas do país.

A Turquia levantou esta manhã o recolher obrigatório, imposto pela segunda vez. durante o fim de semana, nas regiões de maioria curda do país.

Em Diyarbakir, a maior cidade da zona, uma manifestação contra o recolher obrigatório degenerou ontem em confrontos, quando o exército turco prossegue a operação, na região, contra as milícias dos separatistas do PKK.

Em Cizre, o segundo recolher obrigatório foi levantado esta segunda-feira, depois das primeiras restrições terem durado oito dias, na semana passada.

Durante a tarde de domingo, milhares de pessoas tinham participado nos funerais de 16 curdos mortos nos confrontos dos últimos dias.

A população não esconde a revolta:
“É uma vergonha. Estão a cometer um pecado ao fazerem-nos sofrer desta maneira. Nunca iremos compreender o que (o presidente) Erdogan nos está a fazer. Os seus tanques e bombas estão a matar-nos a todos. Aqui, temos 16 corpos que tivemos de guardar em frigoríficos e mesquitas durante dias. Isto é humano? Estamos devastados. Transformaram Cizre numa nova Kobane”, criticou uma habitante.

Istambul também foi palco de confrontos durante uma manifestação contra o recolher obrigatório em Cizre.

Em paralelo, três polícias morreram ontem na sequência de dois atentados atribuídos às milícias separatistas.

A luta entre militantes do PKK e as autoridades de Ancara regressou no final de julho, após o fim do cessar-fogo entre os dois campos, tendo provocado a morte de pelo menos 32 militantes do grupo na última semana.

O partido pró-curdo HDP denuncia por seu lado a morte de 21 civis durante as operações do exército. A violência é já a mais grave das últimas duas décadas na Turquia.

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