Segundo os especialistas, a basílica ruiu em consequência de um tremor de terra que atingiu a região por volta do ano 700
O objetivo é tornar os vestígios num verdadeiro museu arqueológico, interessante para o público, que poderá entrar no que resta da basilica e viver a história e o ambiente - edil de Bursa.
Dentro de dois anos, os vestígios arqueológicos da basílica bizantina do Lago Iznik, na Turquia, vão transformar-se no primeiro museu arqueológico subaquático do país. Os restos da basílica foram descobertos o ano passado.
Gizem Adal, enviada da euronews a Iznik, passeou-se no lago: “Estamos por cima da basílica de Iznik e dos seus 1600 anos de história. Declarada [pelo Instituto Arqueológico dos Estados Unidos] uma das 10 descobertas mais impressionantes do mundo [em 2014], vai, em breve, estar aberta ao público.”
Arqueóloga, historiadores e historiadores de arte concluíram que a basílica fora erigida em honra do Santo Neófito, morto pelos soldados romanos no ano 300 da nossa era.
Aprovado pelo ministério da Cultura e do Turismo, o projeto de museu subaquático está a ser desenvolvido pela Área Metropolitana de Bursa – região já classificada pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade.
“O nosso objetivo é torná-lo num local que todos possam visitar. Queremos criar certas estruturas que serão protegidas por vidros. O objetivo é tornar os vestígios num verdadeiro museu arqueológico, interessante para o público, que poderá entrar no que resta da basílica e viver a história e o ambiente. Esperamos abri-lo dentro de dois anos”, confia-nos Recep Altepe, o edil de Bursa.
Segundo os especialistas, a basílica ruiu em consequência de um tremor de terra que atingiu a região por volta do ano 700.
O que resta do templo encontra-se a cerca de 20 metros da margem do lago, situado na província de Bursa, a sul de Istambul.