Refugiados: Itália quer acordo da UE com a Turquia mas há condições

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De  Francisco Marques
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O primeiro-ministro de Itália defendeu esta quarta-feira que a União Europeia deve facilitar o acordo com a Turquia com vista a resolução da atual

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O primeiro-ministro de Itália defendeu esta quarta-feira que a União Europeia deve facilitar o acordo com a Turquia com vista a resolução da atual crise europeia de refugiados, que está a afetar sobretudo a Grécia. A declaração de Matteo Renzi aconteceu na véspera do arranque, em Bruxelas, de um Conselho Europeu que vai ser dominado pela crise de migrantes e que na sexta-feira vai contar com a participação do primeiro-ministro turco.

Depois de a chanceler alemã Angela Merkel já ter avisado na Alemanha que a adesão turca à UE não estará sobre a mesa no Conselho Europeu desta semana, Matteo Renzi também defendeu que o acordo com a Ancara não pode pôr em causa valores da Constituição europeia como os direitos humanos ou a liberdade de imprensa.

“A Europa, que consegue viajar para Marte, é parada em Idomeni (Grécia), onde vê um bebé ser lavado com apenas uma garrafa de água depois de ali ter nascido, num campo de refugiados. Precisamos de uma Europa que torne fácil o acordo com a Turquia, mas de uma forma que preserve a coerência e o respeito pelos valores Constitucionais”, disse Renzi na câmara baixa do Parlamento italiano, a câmara dos deputados.

La carta d'identità dell'Europa di oggi
This is today's Europe ID Card
La carte d'identité de l'Europe d'aujourd'hui pic.twitter.com/2WV96zqnMv

— Matteo Renzi (@matteorenzi) 14 de março de 2016

(O bilhete de identidade da Europa, hoje.)

O primeiro-ministro italiano focou-se na rota de migrantes no sudeste da UE, entre a Turquia e a Grécia. A Itália é o segundo destino dos países mediterrâneos mais procurado pelos migrantes e refugiados a caminho da Europa.

O fluxo de chegada à costa italiana tem vindo a reduzir, em contra-ciclo com as chegadas à Grécia, mas esta quarta-feira de manhã desembarcou no porto de Pozzalo, no sul da Sicília, um grupo de mais de 600 pessoas resgatadas na véspera ao largo da Líbia pelo navio alemão “Frankfurt.”

152,697 migrants incl.refugees arrived by sea to Europe 456 dead/missing https://t.co/RFhiLzlxOY#MigrationEuropepic.twitter.com/NLEax3UIXu

— IOM (@IOM_news) 15 de março de 2016

(152.697 migrantes incluindo refugiados chegaram por mar à Europa, 456 morreram ou estão desaparecidos.)

Ao Pireu, por outro lado, onde se situa o terminal marítimo que serve a capital da Grécia, Atenas, chegou também esta quarta-feira mais um navio com um contingente de cerca de 600 migrantes e refugiados oriundos das ilhas gregas, onde terão chegado através de arriscadas travessias marítimas com origem na Turquia.

Com a fronteira com a Macedónia fechada, a norte, milhares de migrantes estão a ficar bloqueados na Grécia e a sobrelotar os campos de acolhimento peparados para os acolher de uma forma meramente transitória.

2.4m #childrenofsyria have been forced to flee to neighbouring countries unicefceecis</a> <a href="https://t.co/C6lKJvAs5G">pic.twitter.com/C6lKJvAs5G</a></p>&mdash; UNICEF (UNICEF) 16 de março de 2016

(2,4 milhões de crianças sírias foram forçadas a fugir para países vizinhos.
Os número do mapa referem-se a crianças sírias em risco na Síria e em países vizinhos.)

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