Última hora

Última hora

Ativistas querem suspensão do glifosato por peritos europeus

Ativistas querem suspensão do glifosato por peritos europeus
Tamanho do texto Aa Aa

Ativistas das organizações não governamentais Avaaz e Greenpeace pediram a suspensão do uso do glifosato no primeiro de dois dias de reunião, em Bruxelas, de peritos em agricultura e alimentação dos 28 países da União Europeia.

Deve ficar claro para a Europa que não podemos brincar com a nossa saúde. Somos cidadãos, não somo ratos de laboratório e não vamos parar a nossa campanha

Trata-se do Comité Permanente sobre Plantas, Animais, Alimentos e Rações e em causa está o risco para a saúde desta substância usada em pesticidas para a agricultura e jardins.

O ativista da Avaaz, Bert Wander, diz que “deve ficar claro para a Europa que não podemos brincar com a nossa saúde”.

“Somos cidadãos, não somo ratos de laboratório e não vamos parar a nossa campanha. Sabemos que outros importantes estudos estão a ser feitos. Também sabemos que alguns grandes países estão muito desconfortáveis com o uso de glifosato. Não queremos que a Comissão Europeia envie um sinal de que é seguro, quando a ciência, simplesmente, não é clara sobre isso”, acrescentou.

Alguns estudos científicos, como o da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (que pertence à Organização Mundial de Saúde – OMS), apontam para risco de cancro, mas outros dizem o contrário.

De facto, na passada segunda-feira, um comunicado da OMS e da FAO (outra agência das Nações Unidas, para políticas sobre agricultura e alimentação) diz que “é pouco provável que o glifosato tenha um risco carcinogénico para os seres humanos através da alimentação”.

A Comissão Europeia quer prolongar a atual licença, que expira a 30 de junho, por mais nove anos. O comité de peritos deve decidir por maioria qualificada, na quinta-feira, se aprova a proposta da Comissão.

França e Alemanha estão entre os países mais céticos sobre o prolongamento do uso da substância. Mas um porta-voz da Comissão Europeia disse, na terça-feira, que caberá depois aos Estados-Membros decidirem que produtos (que incluam a substância) vão poder ser comercializados.