Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

França varrida por greves e protestos

França varrida por greves e protestos
Tamanho do texto Aa Aa

Em França, as greves contra o projeto de nova lei do trabalho continuam por tempo indefinido. Contra a opinião das outras centrais sindicais, a CGT lidera o movimento.

Querem reformar a lei do trabalho sem sequer saberem o que significa a palavra trabalho.

Daniel Giovagnoli Sindicalista

Esta terça-feira, um grupo de militantes bloqueou o acesso à refinaria de Fos-sur-Mer, perto de Marselha. É também um protesto contra a classe política: “Hollande não sabe nada sobre o mundo do trabalho. Pode ter andado nas melhores escolas, mas isso não quer dizer nada. Querem reformar a lei do trabalho sem sequer saberem o que significa a palavra trabalho”, diz o sindicalista Daniel Giovagnoli.

Hollande e o governo mantêm-se inflexíveis quanto ao projeto de lei da ministra do trabalho Myriam El Khomri. Numa entrevista ao jornal “Sud-Ouest”, o presidente reiterou que a lei é para manter. Entre os pontos mais polémicos do projeto de lei, está a maior facilidade nos despedimentos por razões económicas ou ainda o alargamento da duração máxima do tempo de trabalho semanal, das 48 para as 60 horas.

Os caminhos-de-ferro entraram em greve, por tempo ilimitado, embora aqui as razões do protesto não tenham só a ver com o projeto de lei, mas sobretudo com as modificações nos horários de trabalho decididas pela empresa pública do setor, a SNCF. A greve tem o apoio da maioria dos sindicatos e deve causar fortes perturbações.