Cheias deixam pelo menos seis mortos em França e na Alemanha, milhares de desalojados

Cheias deixam pelo menos seis mortos em França e na Alemanha, milhares de desalojados
De  Antonio Oliveira E Silva com AFP, REUTERS
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As cheias em França e na Alemanha deixam pelo menos seis mortos e milhares de desalojados.

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Duas pessoas morreram em França por causa das inundações dos últimos dias, pouco habituais para esta época do ano no país.

Um homem de 74 anos morreu no Departamento de Seine-et-Marne, região de Paris, quando tentava passar uma zona perigosa com o seu cavalo. Uma mulher de 86 terá sido encontrada em sua casa, atingida pelas chuvas, também em Seine-et-Marne, embora só a autópsia possa vir a comprovar se realmente morreu afogada, como avançado pelos media nacionais.

Seine-et-Marne: au sec, les naufragés de Nemours face à leurs questions https://t.co/TKlzsZ1vXksimonsayzzzzz</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/AFP?src=hash">#AFP</a> <a href="https://t.co/o8pPedn5PW">pic.twitter.com/o8pPedn5PW</a></p>&mdash; Agence France-Presse (afpfr) 2 de junho de 2016

As inundações, em conjunto com as perturbações sociais que se têm vivido em França nas últimas semanas, perturbam fortemente os transportes e as comunicações em todo o território metropolitano francês.

Paris inundada e em alerta laranja

Nem a capital francesa escapa às inundações. O rio Sena subiu aos níveis mais altos dos últimos 30 anos, fazendo-se notar perto da Catedral de Nôtre-Dame ou na Ponte de Alma.

De resto, a forte subida do nível do Sena obrigou ao corte da linha C do RER, a rede de expressos regionais da região de Paris, um serviço dos caminhos-de-ferro – SNCF. A linha C atravessa o coração da cidade, unindo as extremidades este e oeste do município, sendo fundamental para milhares de pessoas que trabalham na capital.

Os grandes museus de Paris permanecem fechados esta sexta-feira, como o Louvre ou o museu de Orsay. A biblioteca nacional François Miterrand, mais afastada do centro turístico, permanecerá também fechada, por precaução.

#CrueParis : entre SNCF, RATP, musées et cellule de crise, comment la capitale se prépare au pirehttps://t.co/sLY2uleROj

— francetv info (@francetvinfo) 2 de junho de 2016

A região de Île-de-France (da qual Paris é a capital) assim como alguns departamentos limítrofes encontravam-se, na madrugada desta sexta-feira (3) em alerta laranja. O Presidente François Hollande deverá decretar o estado de catástrofe natural nas zonas mais afetadas.

Calcula-se que, desde o início das chuvas no passado fim de semana, pelo menos 20 mil pessoas ficaram desalojadas, tendo pedido ajuda aos serviços de socorro e de proteção civil. As autoridades francesas falam em 16 mil intervenções de socorro. Quase 20 mil casas estavam, no final de quinta-feira, sem eletricidade.

[VIDÉO] #Inondations : des images aériennes impressionnantes tournées d'un hélicoptère en Essonnehttps://t.co/820K6xaUMJ

— francetv info (@francetvinfo) 2 de junho de 2016

Pelo menos quatro mortos na Alemanha

Pelo menos quatro pessoas morreram por causa das cheias na Alemanha, no Estado da Baviera (sul), onde milhares ficaram desalojados e há casas sem eletricidade há vários dias.

Starkregen, überflutete Straßen, Tote – Müssen wir damit häufiger rechnen? (sbr)https://t.co/VGmD6rMCjopic.twitter.com/dfzvrwU82a

— dpa (@dpa) 2 de junho de 2016

Os bombeiros encontraram os corpos de três mulheres na localidade de Simbach am Inn, a 120 quilómetros a este de Munique, assim como o cadáver de outro homem numa casa da mesma povoação.

Outro corpo foi encontrado na localidade vizinha de Julbach.

As cheias aferaram uma área de 160 quilómetros quadrados, perto da fronteira com a Áustria, onde, perto da fronteira com a Alemanha, os bombeiros registaram centenas de ocorrências na passada quarta-feira. No entanto, a situação tinha voltado à normalidade um dia depois.

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