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Roma pode ter uma romana ao comando: italianos votam nas municipais hoje

Roma pode ter uma romana ao comando: italianos votam nas municipais hoje
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Há eleições municipais em Itália, das 7 às 11 da noite, depois de a primeira volta não ter conseguido os mais de 50% necessários à vitória dos candidatos.

Roma, Milão, Turim, Nápoles, Bolonha e Trieste, com mais de 120 outras cidades, têm urnas de voto à espera de 8 milhões e 600 mil votantes.

Os resultados causam ansiedade ao Partido Democrata (PD) de Matteo Renzi, o primeiro-ministro.

Roma, centro financeiro, e o resto do país, vão saber como fica a segunda volta a que foram obrigados os italianos depois da primeira, a 5 de junho.

Virginia Raggi, política por maternidade e cidadania, quer ser a primeira mulher a vencer em Roma, o trampolim óbvio para o governo nacional. O seu Movimento 5 Estrelas (M5S) é quase dado como adquirido à frente da cidade, sem presidente desde o outono, quando Ignazio Marino se demitiu.

Virginia (35% dos votos na primeira volta) pode travar Roberto Giachetti (24,9%) e pôr fim a quase 40 anos de Partido Democrático na capital. Uma distância difícil de cobrir, especialmente depois do apoio da Liga Norte ao M5S.

As cidades são uma oportunidade para o M5S consolidar o peso político e a conquista de Roma, que se dá como certa, fez Matteo Renzi sublimar a importância das municipais, mas, ao mesmo tempo que o terreno foge ao Partido Democrata, assegura que “nada está perdido”: as segundas voltas podem ser surpresas.

A primeira volta destas eleições foi um certificado de fracasso para o partido de Berlusconi, Forza Italia, ao mesmo tempo que a Liga Norte vai ocupando o setor conservador um pouco por todo o país.

Uma vitória em Milão poderia assinalar a diferença: Giuseppe Sala, candidato de Renzi (41,5% primeira volta), tem Stefano Parisi (40,77%, apoiado pela Liga Norte), de centro direita, à canela. Os escândalos da Expo 2015 de que Sala foi comissário podem fazer diferença.

Mais um duelo M5S e PD decorre em Turim, onde a candidata das estrelas chegou aos 30,88% na primeira volta, mas com uns difíceis mais de dez pontos percentuais para conquistar ao candidato progressista que se prevê reeleito (41,9% primeira volta).

Nápoles parece reeleger o candidato eleito por uma lista de movimentos cívicos contra a centro direita.

Bolonha, um dos bastiões da esquerda, surpreendeu na primeira volta com a candidata apoiada pela Liga Norte a somar 22,2%. Os 39,5% do candidato do PD devem, contudo, para suster o imprevisto avanço de direita.

Nápoles parece reeleger o candidato eleito por listas cívicas (Luigi De Magistris teve 42% na primeira volta) face à centro-direita (24%, resultado de Alberto Lettieri).

Resultados, só segunda-feira de manhã.