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Yellen relembra a Trump que é importante manter orçamento numa "trajetória viável"

Yellen relembra a Trump que é importante manter orçamento numa "trajetória viável"
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A presidente da Reserva Federal norte-americana pede prudência nas medidas económicas que deverão ser adotadas pelo presidente Donald Trump.

Na audiência semestral no Congresso, Janet Yellen recordou que é importante manter o orçamento numa “trajetória viável” e que as mudanças das políticas orçamentais podem ter um impacto nas perspetivas económicas.

Yellen, que foi criticada por Trump durante a campanha eleitoral, adiantou: “Entre os fatores de incerteza estão as eventuais mudanças na política fiscal e outras políticas, o caminho futuro do crescimento da produtividade e os acontecimentos externos”.

Durante a audiência, Janet Yellen teceu considerações sobre a política de imigração. A presidente da FED considera que “bloquear a imigração pode desacelerar a economia”.

Em relação à supressão do Programa de saúde Obamacare, Yellen afirmou que pode ter um efeito sobre o consumo.

Em termos de política económica, Trump prometeu reduzir impostos e aumentar a despesa com infraestruturas, o que poderá agravar o défice.

Yellen estima que ainda é cedo para evocar os possíveis efeitos, mas acrescentou: “Apesar de não ser minha intenção dar uma opinião sobre propostas de impostos ou de despesa, quero sublinhar a importância de melhorar o ritmo de crescimento a longo prazo e de elevar o nível de vida dos americanos através de políticas que visem fazer avançar a produtividade”.

A política de juros baixos da FED tem sido criticada por Trump. Este acusou o banco central de ajudar os Democratas a baixar o desemprego, através das taxas de juros próximas de zero.

Num dos últimos ataques, Yellen, decidida a terminar o mandato dentro de um ano, foi obrigada a defender a independência do banco central.

O professor na Universidade George Washington, James Angel explica: “Muitas vezes os políticos querem que bancos centrais façam coisas convenientes a curto prazo, mas que são perigosas para a economia a longo prazo. Por exemplo, os políticos querem que os bancos centrais imprimam muito dinheiro, porque a curto prazo é como tomar uma bebida. A sensação é agradável, mas se imprimir demasiado, acaba-se com uma terrível ressaca”.

Em dezembro, a FED subiu as taxas de juro em um quarto de ponto percentual e pondera novos ajustes este ano, em função da inflação e das melhorias no mercado do trabalho.

No Congresso, Yellen defendeu que seria “imprudente esperar muito antes de restringir a política monetária”.