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O mundo reage à morte de Liu Xiaobo

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ONU fala em "modelo inspirador". Comissão Europeia pede mais liberdade para a China.

Com Lusa

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A organização Human Rights Watch (HRW) disse que a morte do dissidente chinês Liu Xiaobo mostra a crueldade do governo da China em relação aos defensores pacíficos dos direitos humanos e da democracia.

Liu Xiaobo, prémio Nobel da Paz 2010, morreu aos 61 anos no hospital, onde estava desde 26 de junho devido a um cancro no fígado em fase terminal, depois de ter passado mais de oito anos preso pelo que Pequim define como subversão.

“A arrogância, crueldade e insensibilidade do governo chinês são chocantes, mas a luta de Liu por uma China respeitadora dos direitos humanos e democrática continuará”, disse Sophie Richardon, diretora para a China da HRW.

Death of Liu Xiaobo: He “was & will continue to be an inspiration for all human rights defenders” – #Zeid https://t.co/EJLBrflYBo pic.twitter.com/4Q1f8mcDEr

— UN Human Rights (@UNHumanRights) 13 de julho de 2017

Guterres “profundamente triste”

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou a morte do ativista chinês. Guterres está “profundamente triste” com a morte de Liu e “apresentou as suas condolências à família e amigos”, disse o porta-voz numa conferência de imprensa.

Ao contrário de outros líderes, o secretário-geral da ONU evitou fazer apelos ao governo chinês sobre a situação da viúva do ativista, Liu Xiaobo, que está sob prisão domiciliar.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, por seu lado, falou em Xiaobo como um modelo inspirador na luta a favor dos Direitos Humanos e da liberdade de expressão.

Comissão Europeia apela à liberdade na China

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediram à China que libertasse os “presos de consciência”.

Bruxelas pediu também a Pequim que permita que a viúva de Xiaobo, Liu Xia, enterrar Xiaobo onde prefiram, deixando-os também fazer o luto “de forma pacífica”.

Ainda assim, a Comissão pediu ao Governo chinês que ponha fim a todas as restrições “à liberdade de movimento e de comunicação da família do dissidente” e que autorize Liu Xia a deixar a China, se assim o desejar.

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