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BRICS defendem globalização mais "aberta e inclusiva"

BRICS defendem globalização mais "aberta e inclusiva"
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Com as tensões geopolíticas mundiais como pano de fundo, os líderes do bloco de economias emergentes BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reunidos em Xiamen, na costa leste da China, não passaram ao lado das questões económicas.

Esta segunda-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou aos parceiros do bloco para fazer frente ao protecionismo e acelerar a reforma da governança económica global: “Temos de pugnar por uma globalização económica caracterizada por abertura, inclusão, equilíbrio e vitória para todos. Devemos construir uma economia mundial aberta, apoiar o sistema de comércio multilateral e combater o protecionismo.”

Esta segunda-feira, os líderes dos BRICS também emitiram uma condenação conjunta ao teste nuclear realizado no domingo pela Coreia do Norte. Referindo-se ao regime de Pyongyang, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para dizer que considera parar o comércio com todos os países que mantenham negócios com a Coreia do Norte.


Uma posição que provocou reações vindas da China, o principal parceiro comercial de Pyongyang.

“Para nós, o que é definitivamente inaceitável é uma situação na qual por um lado trabalhamos para resolver este problema de forma pacífica e por outro os nossos interesses são alvo de sanções e ameaçados. Isto não é objetivo nem justo”, disse, em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang.

Mas não é apenas com a Coreia do Norte que a China tem relações comerciais. Em 2016 as exportações chinesas para os Estados Unidos superaram os 460 mil milhões de dólares.

A China representa cerca de 90% do comércio externo da Coreia do Norte.