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Catalunha apela à mediação internacional

Catalunha apela à mediação internacional
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De  Lurdes Duro Pereira
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Puigdemont diz que não está em contacto com Madrid, mas defende que é preciso discutir o futuro da região autónoma e pede intervenção de um mediador internacional

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A Catalunha quer criar uma comissão especial para investigar a atuação da Polícia Nacional Espanhola e Guardia Civil no referendo deste domingo. O Presidente do Governo autónomo catalão diz que as cargas policiais provocaram mais de 800 feridos e exige, agora, que as forças enviadas por Madrid regressem a casa.

“Exigimos a retirada de todos os efetivos policiais destacados na Catalunha para ações de repressão que provocaram graves atos de violência num país que durante anos se mobilizou através de milhões de pessoas sem que se tenha registado qualquer incidente” sublinha Carles Puigdemont.

UPDATE President Puigdemont urges Spanish police officers to leave the territory as soon as possible https://t.co/MapFAlAyW7

— Catalan News (@catalannews) October 2, 2017

Durante uma conferência de imprensa, o Presidente do Governo autónomo destacou a necessidade de encontrar um “mediador internacional “para discutir com o Governo central o futuro da região.

“Quando falo de mediação internacional não falo de nada em concreto, seguramente, este é um papel que a União Europeia não pode desempenhar, mas é evidente que o deve apadrinhar, que se deve interessar. É evidente, que deve deixar de olhar para o lado quando algo acontece no seu próprio espaço” afirma Puigdemont.

Para o Presidente do Governo catalão o que aconteceu este domingo viola a carta europeia de direitos fundamentais e que este é, por isso, “um assunto europeu”. Puigdemont já fez saber que vai enviar “nos próximos dias”, ao Parlamento catalão “os resultados” da consulta popular onde a maioria dos eleitores disse “sim” à independência.

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