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Cimeira: Líderes europeus dizem-se empenhados num Brexit "justo"

Cimeira: Líderes europeus dizem-se empenhados num Brexit "justo"
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Apesar de não terem aprovado a abertura da segunda fase de negociações do Brexit, sobre um futuro acordo comercial, os líderes comunitários estenderam um ramo de oliveira à primeira-ministra do Reino Unido, prometendo começar a preparar propostas sobre essa matéria.

“Quero afirmar que a nossa base de trabalho não é o cenário em que não há qualquer acordo. Detesto esse conceito do “não acordo”. Aliás, nem sei bem o que isso significa, ninguém me explicou, até hoje, quais seriam as consequências de não se chegar a qualquer tipo de acordo. Não sou a favor disso, o que quero é um acordo justo com a Grã-Bretanha”, disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, no final da cimeira da União Europeia, sexta-feira, em Bruxelas.


Embora ainda não haja acordo sobre os direitos dos cidadãos, a fronteira da Irlanda e os compromissos financeiros, há a convição de que se ultrapassará o impasse.

“O mais importante para mim e para Teresa May, ontem e hoje, era restabelecer um ambiente de confiança e de boa vontade, e acho que conseguimos”, afirmou, por seu lado, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu.

A primeira-ministra britânica disse, na sua conferência de imprensa, que as partes estão quase a chegar a acordo sobre os direitos dos cidadãos.

Mas Theresa May não quis revelar quanto é que o Reino Unido está disposto a pagar pela chamada “fatura” do Brexit.

“Deixei claro junto dos meus homólogos na União Europeia que, naquilo que respeita à contribuição financeira, mantenho o que disse no discurso em Florença, ou seja, que ninguém se deve preocupar com o plano orçamental em vigor”, explicou a líder.

“Nenhum país vai ter de pagar mais, ou receber menos, devido à saída do Reino Unido, porque cumpriremos os compromissos que assumimos enquanto formos país-membro”, prometeu, ainda.


Também ainda não se chegou a um modelo sobre a fronteira entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, que não ponha em causa o acordo de paz obtido há 20 anos.

Com tantas questões ainda em aberto, o presiente francês realçou que “há objetivos comuns que foram definidos e que são levados a cabo por Michel Barnier pelo lado europeu. Devemos defendê-los”.

“Creio que, atualmente, o problema que Theresa May enfrenta é que os defensores do Brexit nunca explicaram ao povo britânico que seriam as consequências”, acrescentou Emmanuel Macron.


A União Europeia tentam assim, dar alguma margem de manobra a Theresa May para enfrentar a pressão que sofre por parte da oposição, mas também vinda do interior do seu próprio partido.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou que as negociações sobre o ‘Brexit’ estão “aquém das expectativas muito positivas”.

“A este respeito, há dois pontos para nós particularmente críticos: um, que tem a ver com a reunião familiar e outro, sobre a portabilidade dos direitos sociais”, indicou Costa.

“Esta é a má notícia que tivemos neste conselho, mas tenho esperança de que, nas próximas semanas, seja possível que os negociadores britânicos se aproximem do elevado nível de expectativas que o discurso da senhora May abriu”, afirmou o primeiro-ministro português.