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Húngaros descontentes com as pressões europeias

Húngaros descontentes com as pressões europeias
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Manifestantes húngaros protestaram esta quarta-feira em Bruxelas junto ao Parlamento europeu. Na origem do protesto está uma carta enviada por vários pesos pesados da União Europeia ao Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, defendendo a suspensão dos financiamentos de Bruxelas até ao restabelecimento do que designam como “as liberdades democráticas básicas e a luta contra a corrupção”.

“Este tipo de iniciativa vai contra a lei europeia porque não existe este tipo de regulação, ou seja, o financiamento dos países europeus não pode depender da posição da Comissão Europeia relativamente à política migratória”, afirma o advogado e ativista húngaro, Gaudi Nagy Tamás.

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban encontra-se em rota de colisão com a Comissão Europeia devido ao controverso problema das quotas migratórias. No entanto, o problema tem raízes mais profundas, segundo o eurodeputado alemão Elmar Brok.

“Esta carta levanta uma questão muito complicada e é por isso que a Comissão tem razão ao exercer pressão sobre a Hungria e a Polónia e, até certo ponto, sobre a Roménia, de forma a fazer estes países cumprirem os princípios da democracia, do estado de direito e da separação de poderes. Feitas as contas, foi na base dessa condição que estes países foram admitidos na União Europeia. Agora é preciso garantir que cumprem o prometido”, diz.

A carta enviada à Comissão Europeia foi assinada por Hans Eichel, antigo ministro alemão das finanças e três antigos comissários da UE, Pascal Lamy, Franz Fischler e Yannis Paleokrassas.