Milhares de filipinos protestam contra a misoginia

Milhares de filipinos protestam contra a misoginia
Direitos de autor REUTERS/Erik De Castro
De  Miguel Roque Dias com Reuters
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A campanha do "One Billion Rising", que apela ao fim da violência contra mulheres e crianças, ocorre dias depois das declarações polémicas do presidente Rodrigo Duterte.

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Mais de três mil estudantes reuniram-se neste dia dos namorados, em Manila, nas Filipinas para expressar apoio à campanha mundial "One Billion Rising", que apela ao fim da violência contra mulheres e crianças.

A parada ocorre depois de várias organizações de defesa dos direitos humanos, terem censurado os comentários do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, onde recomendou que os soldados disparassem contra os órgãos sexuais das guerrilheiras do Novo Exército do Povo (NEP).

"O nosso movimento está a crescer bastante. Os movimentos sociais, os movimentos de mulheres estão mais fortes. As mulheres estão a falar, mas ao mesmo tempo algo está, também, a crescer à nossa frente, que é o surgimento do patriarcado, da misoginia e do sexismo. Pior ainda, quando é o presidente do próprio país que está a instigar isso. Claro, isso é liderado pelo presidente Duterte que disse, recentemente, que as mulheres do NEP deveriam ser fuziladas nas suas vaginas. Isso é totalmente ultrajante e inaceitável. Este é o auge do sexismo e da misoginia", afirmou a coordenadora da campanha "One Billion Rising" nas Filipinas, Monique Wilson.

O presidente filipino, de 72 anos, tem provocado polémica, em várias ocasiões devido aos comentários sobre as mulheres.

Exemplo disso, em janeiro afirmou que ofereceria 42 virgens a cada turista que visitasse o país.

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