Presidente norte-americano admite impor embargos comerciais a Espanha, país com "pessoas fantásticas", mas que "não tem uma grande liderança". Trump disse mesmo que, se os Estados Unidos precisassem, iriam recorrer às bases espanholas que Madrid proibiu Washington de usar.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez duras críticas a Espanha esta terça-feira e afirmou que vai cortar todas relações comerciais com Madrid, admitindo a imposição de embargos.
Trump considerou que Espanha foi "hostil" ao proibir o uso das suas bases militares por Washington e referiu que, se os EUA precisassem, iriam mesmo recorrer às instalações espanholas, apesar da proibição do governo de Pedro Sánchez.
"Espanha disse que não podemos usar as bases deles, mas podemos usá-las se quisermos. Podemos simplesmente voar até lá e usá-las, ninguém nos vai dizer que não podemos usá-las, mas não temos de o fazer", declarou Trump na Casa Branca, à margem de uma receção ao chanceler alemão Friedrich Merz.
"Espanha não tem absolutamente nada de que precisemos, a não ser pessoas fantásticas", acrescentou.
Ao quarto dia do conflito no Médio Oriente, as forças israelitas lançaram um duro ataque contra o edifício da Assembleia de Peritos em Qom. Trata-se do organismo responsável por eleger o novo líder supremo iraniano e que é composto por 88 membros. Não se sabe ainda quanto clérigos estavam reunidos para a votação no momento dos bombardeamentos.
Entretanto, o presidente norte-americano Donald Trump disse à nova liderança iraniana que é "demasiado tarde" para iniciar negociações, depois de, na segunda-feira, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão ter recusado qualquer intenção de negociar com Washington.
A embaixada dos EUA em Riade foi atingida por drones durante a noite, resultando num incêndio "controlado". Em resposta, Trump ameaçou que o Irão "vai descobrir em breve" como os EUA vão retaliar.
O conflito expandiu-se, com os militares israelitas a atacarem alvos do Hezbollah apoiados pelo Irão no Líbano por um segundo dia. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prometeu uma "ação rápida e decisiva", insistindo que buscará a "paz através da força".
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a decisão do governo do Reino Unido de não se envolver na ofensiva dos EUA e de Israel, apesar das críticas de Trump, justificando aos parlamentares que não acredita "numa mudança de regime a partir do céu".
O Irão diz ter encerrado o Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, na noite passada, levantando preocupações sobre o aumento dos preços do petróleo e do gás. O país ameaça atacar navios que atravessem a rota petrolífera mais importante do mundo.
Até agora, o conflito já provocou a morte de pelo menos 787 pessoas no Irão, segundo a Cruz Vermelha do país, enquanto do lado norte-americano há registo de seis vítimas mortais.
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