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Macron ordena primeiras retiradas de cidadãos enquanto França reforça defesas no Médio Oriente

O Presidente francês Emmanuel Macron discursa junto ao submarino "Le Temeraire" numa base da Marinha em Crozon, 2 de março de 2026
O Presidente francês Emmanuel Macron discursa junto ao submarino "Le Temeraire" numa base da Marinha em Crozon, 2 de março de 2026 Direitos de autor  (Yoan Valat/Pool Photo via AP)
Direitos de autor (Yoan Valat/Pool Photo via AP)
De Sophia Khatsenkova
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França afirma que abateu drones "em legítima defesa" e que enviará um navio de guerra para Chipre e meios de defesa aérea para os seus aliados. Os dois primeiros voos de repatriamento chegam a Paris na noite de terça-feira.

Num discurso transmitido pela televisão na terça-feira à noite, o presidente francês Emmanuel Macron culpou Teerão pelo desenrolar da crise, criticando também os ataques israelo-americanos que a desencadearam, antes de anunciar uma série de medidas militares e consulares.

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"A República Islâmica do Irão é a principal responsável por esta situação", afirmou Macron.

Macron afirmou que as operações militares israelo-americanas iniciais "foram conduzidas à margem do direito internacional", ao mesmo tempo que apelou ao fim dos combates, juntamente com a Alemanha e o Reino Unido.

O discurso foi proferido quatro dias depois de os EUA e Israel terem lançado ataques contra o Irão**,** desencadeando ataques de retaliação em toda a região e aumentando os receios de uma escalada mais ampla.

Uma nuvem de fumo surge na sequência de um ataque militar israelo-americano em Teerão, 3 de março de 2026
Uma nuvem de fumo surge após um ataque militar israelo-americano em Teerão, 3 de março de 2026 AP Photo

Drones abatidos "em legítima defesa"

Macron confirmou que uma segunda instalação militar francesa tinha sido atingida. "Reforçámos a segurança das nossas bases militares na região. Duas delas foram alvo de ataques limitados, causando danos materiais", afirmou.

Abatemos drones em legítima defesa desde as primeiras horas do conflito", acrescentou.

Emmanuel Macron citou os acordos de defesa que ligam França ao Qatar, ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos, afirmando que França deve-lhes solidariedade, mencionando também compromissos e parcerias que envolvem a Jordânia, o Iraque e a Síria.

O chefe de Estado anunciou que França vai enviar capacidades de defesa aérea para vários destes países aliados, no âmbito de uma força "defensiva".

Equipas de salvamento reúnem-se em frente ao centro destruído de um grupo islâmico libanês atingido por um ataque israelita em Sidon, 3 de março de 2026
Equipas de salvamento reúnem-se em frente ao centro destruído de um grupo islâmico libanês atingido por um ataque israelita em Sidon, 3 de março de 2026 AP Photo

Macron alertou ainda para a possibilidade de uma operação terrestre israelita no Líbano, considerando-a "uma escalada perigosa e um erro estratégico".

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, disse que os caças franceses Rafale realizaram operações de segurança aérea sobre as instalações francesas nos Emirados Árabes Unidos para as proteger de novos ataques de drones.

O presidente francês também alertou para o facto de os principais corredores marítimos estarem em risco e disse que a França estava a tomar a iniciativa de os proteger.

"Estamos a liderar os esforços para construir uma coligação que reúna os meios para restaurar e assegurar o tráfego" no Estreito de Ormuz e no Canal do Suez, que descreveu como rotas marítimas essenciais para o comércio global e o fornecimento de energia.

Navio de guerra para Chipre e porta-aviões "Charles de Gaulle" no Mediterrâneo

Macron também anunciou reforços para Chipre depois de incidentes com drones que visaram instalações britânicas na ilha.

"Estamos a enviar meios defensivos para Chipre e uma fragata francesa chegará ao largo de Chipre a partir desta noite", afirmou.

A medida surge na sequência de incidentes com drones na base soberana britânica da RAF Akrotiri, incluindo um drone que se terá despenhado na pista e outros que foram interceptados.

Entretanto, o porta-aviões Charles de Gaulle dirige-se para o Mediterrâneo, no âmbito do que Macron apresentou como uma postura global de dissuasão e preparação.

Um avião de transporte descola da base aérea RAF Akrotiri, perto de Limassol, 3 de março de 2026
Um avião de transporte descola da base aérea RAF Akrotiri, perto de Limassol, 3 de março de 2026 AP Photo

Iniciada retirada e cidadãos: 400.000 franceses na região

O presidente francês afirmou que cerca de 400.000 cidadãos franceses estão atualmente presentes na região.

"Estamos a organizar, de forma ordenada, o repatriamento dos nossos cidadãos que desejam partir, começando pelos mais vulneráveis", disse Macron.

Emmanuel Macron confirmou que "os dois primeiros voos aterrarão em Paris esta noite" como parte do esforço de evacuação.

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