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Israel envia tropas adicionais para o Líbano face a ataques do Hezbollah

O fumo sobe após os ataques aéreos israelitas em Dahiyeh, um subúrbio do sul de Beirute, no Líbano, terça-feira, 3 de março de 2026
O fumo sobe após os ataques aéreos israelitas em Dahiyeh, um subúrbio do sul de Beirute, no Líbano, terça-feira, 3 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Hussein Malla
Direitos de autor AP Photo/Hussein Malla
De Evelyn Ann-Marie Dom & AFP, AP
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A morte do aiatola Khamenei, do Irão, desencadeou uma vaga de ataques com mísseis e drones contra Israel por parte do Hezbollah, levando Israel a responder com ataques aéreos contra o grupo militante.

As forças armadas de Israel enviaram tropas para vários pontos adicionais no sul do Líbano para "reforçar a defesa avançada", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, na terça-feira.

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Algo que ocorre no seguimento de novos confrontos entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah, que eclodiram na madrugada de segunda-feira após o assassinato do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, intensificando ainda mais as tensões no Médio Oriente.

Também na terça-feira, o Hezbollah disse que atacou três bases militares israelitas como forma de retaliação aos ataques de Israel a Beirute.

"Em resposta à agressão criminosa de Israel a dezenas de cidades e vilas libanesas", o Hezbollah atacou a base aérea de Ramat David e a base de Meron, no norte de Israel, com drones, informou o grupo militante em várias declarações.

O grupo também atacou uma base nos Montes Golã ocupados, acrescentou o comunicado.

Na terça-feira, o exército israelita afirmou ter realizado ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute, marcando o segundo dia consecutivo de ataques na capital libanesa.

"As Forças de Defesa de Israel estão atualmente a realizar ataques simultâneos em Teerão e Beirute. A Força Aérea Israelita iniciou ataques direcionados contra alvos militares do regime terrorista iraniano e da organização terrorista Hezbollah", afirmou o exército israelita.

Na segunda-feira, Israel lançou dezenas de ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, bem como no sul e leste do Líbano.

As forças armadas israelitas afirmaram ter matado um alto funcionário do Hezbollah, Hussein Mokaled, além de terem atacado mais de 70 instalações de armazenamento de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah.

De acordo com o Ministério da Saúde do país, pelo menos 52 pessoas foram mortas e 154 ficaram feridas no Líbano.

Os ataques de Israel causaram deslocações em massa em todo o país. Israel também emitiu ordens de evacuação para cerca de 50 comunidades no sul e leste do Líbano.

Ataques israelitas causam deslocação em massa de civis

171 abrigos foram abertos em todo o país, onde atualmente se encontram 29.000 pessoas deslocadas, disse o ministro dos Assuntos Sociais do Líbano, Hanin al-Sayed.

Durante a guerra entre Israel e o Hezbollah em 2024, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano em determinado momento, muitas das quais nunca puderam regressar, pois as suas aldeias ficaram em ruínas.

Pessoas deslocadas fogem dos ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, viajando num camião pela autoestrada em direção a Beirute, na cidade portuária de Sidon, no Líbano
Pessoas deslocadas fogem dos ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, viajando num camião pela autoestrada em direção a Beirute, na cidade portuária de Sidon, no Líbano AP Photo/Mohammed Zaatari

O Hezbollah disparou mísseis e drones contra o norte de Israel após a meia-noite de segunda-feira, o que provocou uma série de ataques aéreos israelitas em retaliação.

O governo condenou a decisão do Hezbollah de entrar na guerra conjunta dos EUA e Israel contra o Irão e exigiu que o grupo militante entregasse as suas armas.

"Há um lado que quer arrastar o país para assuntos com os quais não temos nada a ver", disse o ministro da Informação do Líbano, citando o presidente Joseph Aoun, que fazia referência ao Hezbollah, durante uma reunião de emergência do gabinete sobre o conflito.

O Hezbollah afirma que o seu "confronto é um direito legítimo", argumentando que os seus ataques são uma resposta aos ataques quase diários de Israel ao Líbano, particularmente no sul, apesar do cessar-fogo alcançado entre os dois no final de 2024.

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