A Casa Branca disse esta tarde que Espanha iria cooperar militarmente com os EUA nas operações no Médio Oriente mas o governo de Sánchez negou. A “nossa posição de ‘não à guerra’ permanece clara e inequívoca” , afirmou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros.
Ao quinto dia de conflito continuamos a acompanhar os desenvolvimentos no Médio Oriente e o conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.
Esta quarta-feira fica marcada por novas explosões em Teerão, enquanto os militares israelitas disseram que as suas defesas aéreas tinham sido ativadas para intercetar mísseis iranianos e rockets oriundos do Líbano.
Cinco dias após o início de uma guerra que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderia durar um mês ou mais. Cerca de 1054 pessoas foram mortas no Irão, segundo o último balanço realizado pela agência de notícias iraniana Tasnim. Trata-se de um grande aumento do número de vítimas mortais em relação ao último balanço, feito na segunda-feira, e que apontava para cerca de 800 mortes
Os Estados Unidos dizem ter atingido quase 2.000 alvos em todo o Irão desde sábado e destruído 17 navios iranianos, incluindo um submarino.
Nesta quarta-feira, destaque ainda para um míssil sobre a Turquia foi abatido pelas defesas aéreas da NATO e ainda pelo naufrágio de um navio de guerra iraniano no Índico, provocado por um submarino norte-americano. A confirmação foi dada pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, que indicou ainda que os EUA e Israel terão em breve o controlo do espaço aéreo iraniano.
O conflito no Médio Orienta abriu o debate quinzenal no Parlamento, com Luís Montenegro a responder aos partidos da oposição sobre a posição portuguesa e a utilização da Base das Lajes pelos EUA.
O primeiro-ministro afirmou que “ Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar” mas lembrou relação e proximidade com o aliado norte-americano.
Na Casa Branca, a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, disse que após as ameaças de Donald Trump de represálias económicas, Espanha optou por cooperar com os Estados Unidos nas operações militares no Médio Oriente. A informação foi imediatamente negada pelo governo espanhol.
Veja aqui os principais desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente: