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Ucrânia e Rússia trocam ataques enquanto Kiev se aproxima cada vez mais da adesão à UE

Volodymyr Zelenskyy, presidente ucraniano, fala aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Kiev, a 3 de junho.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy fala a jornalistas numa conferência de imprensa com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Kiev, na quarta-feira, 3 de junho. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Nathan Rennolds
Publicado a Últimas notícias
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O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou na quarta-feira que 11 regiões da Ucrânia foram alvo de ataques russos desde o início da semana.

Kiev e Moscovo trocaram ataques durante a noite e até à manhã de sábado, indicaram as autoridades locais, com vários feridos no sudeste da Ucrânia e um morto no sul da Rússia.

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Oleksandr Hanzha, chefe da Administração Estatal Regional de Dnipropetrovsk, afirmou que nove pessoas ficaram feridas num ataque contra a região ucraniana de Dnipropetrovsk.

A Rússia visou três distritos com mais de 20 ataques, recorrendo a drones e bombas aéreas, adiantou Hanzha numa publicação no Telegram. Um homem de 40 anos foi transportado para o hospital e encontra-se em estado crítico, acrescentou.

O governador regional de Krasnodar Krai, na Rússia, Veniamin Kondratyev, referiu que uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas na sequência de um ataque com drones ucranianos contra o distrito de Temryuk.

"Detritos em queda" dos drones provocaram um incêndio num terminal marítimo da zona, segundo Kondratyev. Acrescentou que 96 bombeiros foram mobilizados para combater as chamas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou na quarta-feira que 11 regiões da Ucrânia tinham sido alvo de ataques russos desde o início da semana.

"Os russos usaram quase 530 drones e dois mísseis guiados lançados do ar contra a Ucrânia", escreveu Zelenskyy na rede X, acrescentando que os ataques feriram "dezenas de pessoas".

A força aérea ucraniana indicou que as defesas aéreas locais intercetaram também 110 drones de ataque Shahed russos na noite de sexta-feira.

As forças de Kiev têm vindo a visar cada vez mais a indústria energética russa nas últimas semanas, com vários ataques de longo alcance contra instalações petrolíferas.

No início da semana, Zelenskyy anunciou que as forças ucranianas tinham atingido a refinaria de petróleo de Kuibyshev, na região russa de Samara, bem como duas infraestruturas petrolíferas na região de Vladimir. Mísseis de cruzeiro ucranianos FP-5 Flamingo atingiram também uma fábrica militar em Cheboksary, adiantou Zelenskyy, sublinhando que a instalação era utilizada para abastecer as forças russas com drones e mísseis.

Tudo isto numa semana em que a Ucrânia ficou mais perto do objetivo de aderir à União Europeia.

Na sexta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que os Estados-membros da UE acordaram abrir o primeiro grupo de capítulos das negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia.

"Na primeira Conferência Intergovernamental, na segunda-feira, vamos abrir o grupo dedicado às questões fundamentais, que constitui a espinha dorsal do processo de adesão", escreveu von der Leyen nas redes sociais.

"Trata-se de um reconhecimento da determinação, coragem e trabalho árduo demonstrados por ambos os países na prossecução de reformas, mesmo perante desafios imensos", acrescentou.

Tanto a Ucrânia como a Moldávia têm estado na linha da frente da agressão russa e encaram a adesão ao bloco como uma forma de reforçar a sua segurança.

Moscovo tem há muito vindo a alertar os dois candidatos à UE contra uma maior aproximação à Europa. Apontou o aprofundamento das relações de Kiev com o Ocidente e as suas ambições de aderir à NATO como parte da justificação para o lançamento da invasão em grande escala da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Ao comentar, em outubro, o reforço dos laços da Moldávia com Bruxelas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o governo moldavo estava a cometer um "erro grave".

"Trata-se da continuação de uma linha bastante conflituosa em relação ao nosso país", disse Peskov à agência noticiosa russa Tass.

"Acreditam que a opção de reforçar as relações com a Europa implica antagonizar totalmente a Rússia. Um país já cometeu esse erro. Não trouxe nada de bom a esse país", acrescentou.

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