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Casa Branca diz perder entre 19 e 26 mil milhões de dólares anuais em receitas por evasão às tarifas

ARQUIVO - O presidente Donald Trump discursa num evento para anunciar novas tarifas no Rose Garden da Casa Branca, em 2 de abril de 2025, Washington (Foto AP/Mark Schiefelbein
O Presidente Donald Trump fala durante um evento para anunciar novas tarifas no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, a 2 de abril de 2025. (AP Photo/Mark Schiefelbein Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi
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Peter Navarro, conselheiro comercial da Casa Branca, afirmou aos jornalistas, numa teleconferência, que a China está a desviar as suas exportações através de mais de 40 países.

A Casa Branca afirmou, num novo relatório divulgado na quinta-feira, que os países estão a encaminhar as suas exportações através de países terceiros para evitar as tarifas dos EUA, estimando que haja perdas de receitas fiscais entre 19 mil milhões e 26 mil milhões de dólares (cerca de 16,5 mil milhões a 22,6 mil milhões de euros) por ano.

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Peter Navarro, conselheiro comercial da Casa Branca, disse aos jornalistas, numa teleconferência, que a China está a "branquear" as suas exportações através de mais de 40 países, embora tenha afirmado que as questões levantadas no relatório se referiam, na verdade, a outras nações que facilitam a evasão às tarifas.

"Durante anos, o grande esquema de transbordo permitiu que a China comunista 'branqueasse' as suas exportações", disse Navarro.

O relatório surge antes da visita, prevista para setembro, do líder chinês Xi Jinping, a quem o presidente Donald Trump se referiu em termos elogiosos durante a sua própria visita a Pequim, em maio.

O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, fala com jornalistas após uma entrevista ao canal Real America's Voice News, terça‑feira, 11 de agosto de 2026
O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, fala com jornalistas após uma entrevista ao canal Real America's Voice News, terça‑feira, 11 de agosto de 2026 AP Photo

Em resposta ao aumento dos direitos aduaneiros em 2018, a China enviou os seus produtos para países como o México e a Malásia para embalagem e montagem limitada, uma prática conhecida como transbordo, de acordo com a investigação. Embora Pequim tenha conseguido continuar a expandir o seu setor industrial de formas que poderiam representar uma ameaça para as empresas e os postos de trabalho norte-americanos, esta tendência deu a impressão de que as importações dos EUA provenientes da China tinham diminuído.

Pequim descreveu a sua relação com Washington como uma de "estabilidade estratégica", mas as políticas governamentais que apoiam as exportações de produtos manufaturados têm desestabilizado os setores automóvel, metalúrgico e eletrónico na América, na Europa, no Japão e noutros locais.

Novos quadros comerciais visam penalizar quem contorna tarifas

Navarro referiu que outros países, como a Índia, poderiam potencialmente recorrer ao transbordo para contornar os novos direitos aduaneiros e que os novos quadros comerciais da administração Trump incluiriam cláusulas que garantissem que os parceiros comerciais que participassem nessa prática enfrentariam consequências.

A administração Trump impôs tarifas elevadas a grande parte do mundo na esperança de proteger os fabricantes norte-americanos, afetando tanto aliados como rivais com impostos sobre as importações. Ao mesmo tempo, essas tarifas criaram novas pressões inflacionistas a nível interno.

O relatório inclui uma série de estimativas sobre a dimensão dos transbordos destinados a evitar direitos aduaneiros, citando dados do governo e do setor privado para estimar que são transbordadas anualmente mercadorias no valor aproximado de 34,2 mil milhões a 303 mil milhões de dólares (cerca de 29,7 mil milhões a 263 mil milhões de euros).

Utilizou-se um valor central de 75 mil milhões de dólares em mercadorias transbordadas para estimar o montante de receitas fiscais perdidas.

Segundo Navarro, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA começou a utilizar inteligência artificial num programa-piloto para travar os transbordos, com o objetivo de resolver a questão.

As importações de um importador podem estar sujeitas a direitos aduaneiros retroativos que remontam a cerca de um ano, caso se descubra que o importador falsificou a proveniência de uma mercadoria, alertou Navarro.

As tarifas impostas por Trump durante o seu segundo mandato têm enfrentado uma série de contestações judiciais, tendo o Supremo Tribunal anulado algumas delas em fevereiro.

Os EUA continuam a importar mais do que exportam para o resto do mundo, mas o desequilíbrio comercial registado até agora este ano, de 371 mil milhões de dólares (cerca de 322 mil milhões de euros), é cerca de 189 mil milhões de dólares (164 mil milhões de euros) inferior ao registado durante o mesmo período do ano passado.

Outras fontes • AP

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