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Primeira-ministra dinamarquesa admite fechar totalmente as fronteiras

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen Direitos de autor  AP Photo/Sebastian Elias Uth
Direitos de autor AP Photo/Sebastian Elias Uth
De Andrea Barolini
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Mette Frederiksen garantiu que o seu país está pronto para reforçar os controlos fronteiriços e, se necessário, encerrá-los totalmente.

A Dinamarca está pronta para reforçar os controlos fronteiriços e, se necessário, até encerrar as fronteiras, para fazer face ao risco de chegadas de migrantes ao território europeu. Quem o garantiu foi a primeira-ministra do país escandinavo, Mette Frederiksen, num discurso proferido no Folketing, o parlamento em Copenhaga.

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A dirigente social-democrata confirmou assim a linha dura sobre a questão, no quadro do debate surgido na União Europeia após a crise na cidade de Ceuta, que pertence a Espanha mas fica situada no norte de África.

Nos últimos dias chegaram ali, de forma súbita, dezenas de milhares de migrantes, todos provenientes de Marrocos, a esmagadora maioria dos quais já regressou ao país magrebino.

Mette Frederiksen: “Imagens de Ceuta são inquietantes”

“Uma política migratória rigorosa é fundamental para a Dinamarca e para a Europa”, insistiu Frederiksen, segundo a agência Ansa, que cita o canal Tv2 Nyheder.

A primeira-ministra dinamarquesa classificou ainda como “inquietantes” as imagens provenientes de Ceuta e afirmou que o governo em Copenhaga está “continua a monitorizar a situação com extrema atenção”.

Apesar de social-democrata, a dirigente escandinava tem vindo a assumir posições intransigentes em matéria de migrações. No parlamento dinamarquês confirmou estar pronta a adotar “as medidas necessárias” caso se verifiquem novas vagas.

“Pode tratar-se de alargar os controlos fronteiriços que já temos hoje. Em última instância, de encerrar completamente as fronteiras, de modo a que a polícia controle todas as pessoas que entram na Dinamarca”, afirmou.

Polícia dinamarquesa dispõe de plano de emergência “ativável em poucas horas”

Frederiksen precisou depois que as forças de segurança do país escandinavo já dispõem de planos de emergência para responder a situações críticas, que podem ser ativados “com poucas horas de antecedência”.

Há dois dias, a a líder escandinava assinou um comunicado conjunto com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, no qual manifestaram a sua oposição a “fluxos incontrolados de migrantes” e pediram medidas mais rígidas para regular as entradas.

Alemanha: "expulsões vão avançar"

O porta-voz do Ministério do Interior alemão disse estar surpreendido com o alarido que a questão migratória está a suscitar em Itália, uma vez que Berlim e Roma colaboram bem há muito tempo sobre o tema.

“No outono de 2025 concluímos acordos bilaterais com a Itália e a Grécia, estabelecendo que as normas de Dublim voltariam a ser aplicadas a partir da entrada em vigor do sistema europeu comum de asilo, em junho de 2026. E isso significa que as expulsões ao abrigo de Dublim serão executadas também para a Itália”, declarou o porta-voz alemão.

A questão centra-se no destino dos chamados ‘dublinanti’, os requerentes de asilo que, depois de desembarcarem nas costas italianas, atravessaram os Alpes para chegar à Alemanha. O porta-voz precisou que as transferências dirão respeito aos casos registados a partir de junho de 2026, com a entrada em vigor do novo sistema europeu comum de asilo (Geas).

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, respondeu de imediato, evocando o papel das ONG alemãs nos desembarques em Itália.

“Não creio que haja um problema, porque existe toda a questão dos navios de ONG com bandeira alemã que fizeram desembarcar migrantes em Itália. Por isso, penso que deste ponto de vista se encontrará um equilíbrio, não creio que haja problemas em fazer regressar os ‘dublinanti’ à Alemanha”, concluiu o ministro italiano.

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