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Só a exportação de drones para a Ucrânia rende mais a Portugal do que todas as vendas à Rússia

Militar prepara um drone de interceção da empresa «General Cherry» antes de um voo no polígono na Ucrânia, em 4 de dezembro de 2025
Militar prepara um drone de interceção da empresa «General Cherry» antes de um voo no polígono na Ucrânia, em 4 de dezembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De João Azevedo
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De quatro milhões de euros em 2022, ano do início da guerra, receitas dispararam para 87,3 milhões em 2025. Exportações portuguesas para a Ucrânia, cinco a dez vezes abaixo antes do conflito, representam hoje em dia o dobro das vendas à Rússia.

As vendas de drones por parte de Portugal à Ucrânia têm conhecido um aumento significativo desde o início da guerra entre ucranianos e russos. De tal modo que só as exportações de sistemas não tripulados para Kiev superam o total de vendas portuguesas à Rússia.

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Segundo o Jornal Económico, em 2022, ano em que eclodiu o conflito, as receitas eram de quatro milhões de euros, tendo aumentado para 23 milhões em 2023 e para 33 milhões em 2024. A tendência de crescimento era notória e, em 2025, a subida foi exponencial, com os lucros a chegarem aos 87,3 milhões de euros. O maior exportador nacional de drones para a Ucrânia é a Tekever, empresa das Caldas da Rainha.

Os sistemas não tripulados tiveram um papel decisivo no estreitamento das relações comerciais entre Lisboa e Kiev. Na tabela das exportações nacionais, a Ucrânia passou da 75.ª posição em 2019 para a 36.ª em 2025. Em sentido inverso, a Rússia está agora em 50.º na lista dos países que mais compras fazem a Portugal, quando, há sete anos, estava em 34.º. Dentre os 100 principais destinos, só Cuba, que baixou 20 posições, e a Síria, que caiu 19 lugares, tiveram quedas superiores às de Moscovo (16).

No período anterior à guerra, detalha o Jornal Económico, as exportações lusas para a Ucrânia neste século eram cinco a 10 vezes inferiores às vendas para a Rússia. Em 2023 e 2024, já se notou um crescimento para 90% e em 2025 representam já o dobro.

Tendo em conta o total das compras feitas por empresas ucranianas a Portugal, o salto foi de 110%. No top 100 das exportações nacionais, a Ucrânia é um dos poucos países que apresentam um crescimento de dois a três dígitos.

Esta trajetória ascendente pode ser potenciada pelo acordo entre Portugal e Ucrânia, celebrado em dezembro do último ano, para a produção conjunta de drones subaquáticos.

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