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Última hora. Volta a Portugal: ciclista do Reino Unido morre atropelado por carro em contramão

Ciclista britânico Finlay Traling morre atropelado por carro em contramão durante Volta a Portugal em bicicleta 2026
Ciclista britânico Finlay Traling morre atropelado por carro em contramão durante Volta a Portugal em bicicleta 2026 Direitos de autor  NSN Cycling Team
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De João Azevedo
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Durante a oitava etapa da prova, um condutor colidiu frontalmente com Finlay Tarling, de 19 anos, em Ponte de Lima. Apesar da tragédia, prova vai ser levada até ao fim, anunciou o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.

O ciclista britânico Finlay Tarling morreu na tarde desta sexta-feira durante a oitava etapa da Volta a Portugal em bicicleta, no percurso que ligava Melgaço a Fafe.

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O corredor de 19 anos, natural do País de Gales e pertencente à NSN Development Team, terá sido atropelado por um carro que seguia em contramão na Estrada Nacional 306 na freguesia de Arcozelo, Ponte de Lima. De acordo com o Correio da Manhã, o condutor, pensando que o pelotão já tinha passado, fez inversão de marcha e chocou frontalmente com Tarling.

A organização suspendeu a etapa pelas 16:50, numa altura em que faltavam pouco mais de 20 quilómetros para a meta, e cancelou a cerimónia de pódio. O corpo do desportista foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo, informou o CM.

Em comunicado publicado na rede social X, a organização da Volta a Portugal confirma o "grave acidente" e expressa "as mais sentidas condolências à família de Finlay Tarling, aos seus companheiros de equipa, à NSN Development Team e a todos os seus amigos e entes queridos", acrescentando que “prestará todas as informações adicionais assim que existam condições para o fazer”.

A equipa do ciclista emitiu igualmente uma nota a manifestar "grande pesar" pela tragédia.

"O Fin era um membro muito querido da nossa equipa, mas, acima de tudo, era um filho, um irmão e um amigo para tantas pessoas. Sentiremos profundamente a sua falta", escreveu a NSN Development Team no X.

Presidente da República lamenta morte de Fin Tarling

António José Seguro publicou uma nota na página oficial da Presidência da República em que revela "profundo pesar pelo trágico falecimento" do jovem corredor britânico, associando-se ao luto da família, dos companheiros de equipa e de "toda a comunidade do ciclismo".

"Aos 19 anos, Finlay Tarling partiu na estrada, entregue ao desporto que amava e dignificava, e a sua morte enluta o pelotão, a prova e o país que o acolhia", afirma o chefe de Estado.

Seguro solidariza-se ainda com a direção da Volta e da Federação Portuguesa de Ciclismo, num dos "momentos mais dolorosos da história da prova", e destaca "a dignidade das decisões tomadas em memória e em respeito pelo atleta".

Também o primeiro-ministro assinalou o acidente trágico.

"Acabei de ser informado do acidente que vitimou mortalmente o ciclista Finlay Tarling, da NSN Development Team, na Volta a Portugal em Bicicleta. Uma notícia que nos deixa extremamente abalados", observou Luís Montenegro numa publicação no X, na qual envia ainda as "sentidas condolências do Governo de Portugal" à família e equipa de Fnilay Tarling, bem como ao pelotão da Volta.

Polémica quebra de contrato

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) assumiu a organização da Volta a Portugal em bicicleta em 2026 após rescindir unilateralmente o contrato de concessão com a Podium Events que vigorava desde 2017 e era válido até este ano.

Cândido Barbosa, ex-ciclista profissional e presidente da FPC desde 2024, anunciou em novembro de 2025 uma parceria estratégica com a empresa espanhola Emesports, liderada pelo galego Ezequiel Mosquera, para organização da 87.ª Volta a Portugal, assim como da 52.ª Volta ao Algarve e da 43.ª Volta ao Alentejo.

A FPC alegou incumprimento por parte da Podium Events, que apresentou em dezembro uma providência cautelar destinada a suspender a rescisão unilateral do contrato.

Em março deste ano, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa deu razão à FPC. O veredito judicial, consultado pela Lusa, apontou a existência de dívidas significativas.

"Havia um valor acumulado de faturas vencidas e não pagas, [...], tendo sido interpelada várias vezes a requerente para que pagasse os valores, tendo existido faltas de pagamento reiteradas, continuadas e sem qualquer esboço de recuperação, especialmente durante o ano de 2025, chegando ao valor em dívida de praticamente uma anuidade", podia ler-se no despacho.

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