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Polícia espanhola desmantela rede que camuflava cocaína em madeira, fruta e sucata

Técnico de laboratório analisa uma substância em pó num ambiente laboratorial, utilizando equipamento de segurança
Técnico de laboratório analisa uma substância em pó num laboratório, utilizando equipamento de segurança. Direitos de autor  Pexels.
Direitos de autor Pexels.
De Sergio Garcia
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Três pessoas ficaram em prisão preventiva depois de 27 detenções e o desmantelamento de quatro laboratórios em Madrid, Toledo e Badajoz, resultado de um ano e meio de investigação ligada diretamente a cartéis colombianos.

Escondida entre madeira, fruta, cimento e sucata, era assim que a cocaína viajava e entrava na Europa através de portos belgas, antes de chegar a Espanha para ser processada, segundo revelou a Polícia Nacional, depois de desmantelar uma organização criminosa dedicada à produção e distribuição de cloridrato de cocaína.

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A operação, resultado de um ano e meio de investigação iniciada na Comunidade de Madrid, resultou em 27 detidos: 23 em várias localidades espanholas (14 deles na capital) e outros quatro detidos na Austrália. Os suspeitos são acusados dos crimes de pertença a organização criminosa e tráfico de estupefacientes.

De propriedades rurais a habitações particulares

A estrutura da rede seguia um padrão claro: a cocaína chegava em bruto e era processada em laboratórios clandestinos instalados em propriedades rurais de zonas despovoadas, para depois ser levada para um segundo nível de laboratórios localizados em habitações particulares, onde era cortada e adulterada.

No total, os agentes desmantelaram quatro destas instalações, distribuídas por Don Benito (Badajoz), Madrid, Leganés e Illescas (Toledo).

O balanço material da operação inclui 163 quilos de cocaína apreendidos, cerca de 98 mil euros em numerário, uma arma de fogo, doze veículos e mil litros de precursores químicos, além de prensas, balanças de precisão e material de embalamento. A investigação levou ainda ao bloqueio de ativos no valor de quase 115 mil euros em veículos e 258 mil euros em imóveis.

Três cabecilhas em prisão preventiva

Os três alegados cabecilhas da organização já ficaram em prisão preventiva.

O homem apontado como líder, conhecido pelas alcunhas de “o Gordo” e “Queimado”, encarregava-se de arrendar as propriedades e contratar os operários dos laboratórios. Segundo a polícia, este mantinha contacto direto com cartéis colombianos, em particular o de Cali, e viajava com frequência para o Panamá e a Bélgica, países-chave na rota de entrada e saída da droga.

Abaixo do líder operavam o sobrinho, apelidado de “o Artista” e responsável pela adulteração da substância, e o “Llanero”, responsável pelos armazéns e pela gestão do dinheiro.

O transporte final era feito através da técnica conhecida como “go-fast”, com veículos de carga e ligeiros equipados com compartimentos ocultos para o transporte da mercadoria por estrada.

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