Entre as seis pessoas mortas pelas forças colombianas no domingo contam-se quatro membros de uma fação dissidente do antigo grupo guerrilheiro das FARC, bem como dois membros do Clã do Golfo, o principal cartel de droga da Colômbia.
Dias depois de Abelardo de la Espriella tomar posse como novo presidente da Colômbia, e após ter prometido fazer da luta contra o crime um dos principais eixos da campanha, o chefe de Estado anunciou no domingo a morte de seis membros de grupos armados em operações das forças colombianas.
O dirigente de extrema-direita prometera combater os grupos criminosos que lucram com o narcotráfico, numa altura em que o país atravessa a pior vaga de violência da última década.
Num comunicado, o líder de extrema-direita afirmou que a operação pretendia enviar uma mensagem clara e contundente a todos os criminosos na Colômbia.
“Não têm onde se esconder quando o Estado está determinado a agir. Dei instruções específicas às forças de segurança para realizarem todas as operações necessárias que ficaram bloqueadas na anterior administração (de Gustavo Petro)”, afirmou De la Espriella.
As operações militares de domingo representaram as primeiras ações do novo governo contra grupos ilegais, que fez campanha com a promessa de enfrentar “o narcoterrorismo sem tréguas”.
Num sinal de força, a tomada de posse do novo presidente realizou-se na cidade de Cali, no sudoeste do país, conhecida pelos elevados níveis de violência e criminalidade.
De la Espriella quer construir megaprisões semelhantes à de El Salvador e aumentar os bombardeamentos aéreos contra guerrilheiros e narcotraficantes.
Entre os seis mortos pelas forças colombianas no domingo estão quatro membros de uma fação dissidente da antiga guerrilha das FARC, bem como dois integrantes do Clã do Golfo, o principal cartel de droga da Colômbia, no departamento de Antioquia, no noroeste.
Entretanto, no sábado, o primeiro dia de mandato de De la Espriella ficou marcado por dois atentados com explosivos, que causaram a morte de pelo menos um agente da polícia e vários feridos. Segundo o exército colombiano, elementos das FARC utilizaram explosivos para destruir uma portagem de autoestrada perto de Cali, provocando ferimentos ligeiros em dois seguranças.