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O novo mapa energético da Ásia Central

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Os representantes do Turquemenistão, do Afeganistão, do Paquistão e da Índia reuniram-se para celebrar a primeira fase da construção do gasoduto TAPI.

O encontro decorreu na última sexta-feira em Serhetabat, no Turquemenistão. O gasoduto vai permitir o fornecimento de gás, ao Paquistão e à Índia, passando pelo Afeganistão.

“Desde 2015, fizemos um trabalho enorme para podermos chegar a esta fase. Terminámos as obras no Turquemenistão e vamos agora para o Afeganistão. Pensamos poder concluir as obras e distribuir o gás através do gasoduto no final de 2019”, anunciou Muhammetmyrat Amanov, presidente da TAPI Pipeline Company Limited.

As obras no Afeganistão são um dos grandes desafios. Os talibãs controlam o território por onde passa o gasoduto e anunciaram que pretendem destruí-lo.

“O Afeganistão é um país onde existe um risco elevado em termos de segurança. Mas o governo está preparado para garantir a segurança do gasoduto. O projeto TAPI é extremamente importante. Tanto o governo como a população afegã farão tudo o que for necessário para proteger o gasoduto”, garantiu Nargis Nehan, ministra do Petróleo do Afeganistão.

Independente de Moscovo, desde 1991, o Turquemenistão vai poder fornecer gás aos países da região sem passar pela Rússia.

“O Turquemenistão tem enormes reservas de gás mas tem tido muitas dificuldades em vendê-lo. O novo gasoduto vai permitir estreitar laços entre as economias da Ásia Central e aumentar o abastecimento energético dos quatros países envolvidos no projeto”, relatou Apostolos Staikos, jornalista da euronews.

O ministro da Economia dos Emirados Árabes Unidos foi convidado para celebrar o lançamento das obras no Afeganistão.

“O Afeganistão precisa de estabilidade económica para poder ter estabilidade política. As pessoas precisam de ter fontes de rendimento, indústria, negócios. O gasoduto vai permitir satisfazer essa necessidade. Depois há a ligação ao Paquistão e à Índia. A interligação entre os quatro países vai permitir um aumento das trocas ao nível do conhecimento e do investimento”, sublinhou o sultão Bin Saeed Al Mansoori.