Fazendo jus ao hino do país-arquipélago que diz que "o sonho é do tamanho do mar", os "Tubarões Azuis" terminam a fase de grupos sem uma única derrota. O próximo adversário é a Argentina de Messi
Um pequeno país vê cumprido um grande sonho: nesta primeira participação em fases finais de um Mundial de futebol, a seleção de Cabo Verde, conhecida como "Tubarões Azuis", conseguiu passar a fase de grupos sem perder um único jogo e garante o segundo lugar no grupo H, graças também à derrota do Uruguai frente a Espanha.
Os cabo-verdianos terminaram o jogo com a Arábia Saudita com um empate a zero, depois de terem tido o mesmo resultado no primeiro jogo com Espanha e de um 2-2 no jogo com o Uruguai.
Se começaram a campanha empatando com os campeões da Europa, o adversário nos 16 avos de final não é nada menos que... o campeão do mundo. Sonhar é permitido e já nada parece impossível para os tubarões, que irão defrontar a Argentina na próxima sexta, dia 3, às 23 horas (hora de Lisboa).
Veremos Vozinha, eleito herói da seleção africana após o empate com Espanha, defender um penálti de Messi e levar os tubarões aos "oitavos"? O hino de Cabo Verde, "Cântico da Liberdade", dá a resposta num dos seus versos: "O sonho é do tamanho do mar".
Contra os sauditas, que terminam no último lugar do grupo, a equipa cabo-verdiana entrou bem e de maneira sólida, com várias ocasiões de golo ao longo do jogo. O guarda-redes saudita Al Owais impediu algumas bolas de entrar. Noutros lances, faltou a pontaria: Kevin Pina rematou forte, mas a bola saiu por cima. Já perto do apito final, foi Nuno da Costa, que entrou na segunda parte, a falhar um golo de baliza aberta.
Do lado saudita, os poucos remates enquadrados acabaram nas mãos de Vozinha.
Entre os jogadores e o público, o clima era de festa após o apito final, mas a grande explosão de alegria aconteceu com o fim do Espanha-Uruguai, com a vitória espanhola a garantir o segundo lugar dos "tubarões".
Espanha põe fim ao sonho uruguaio
Um golo solitário marcado por Álex Baena, com um "frango" monumental do guarda-redes uruguaio Muslera, garantiu à seleção campeã da Europa o primeiro lugar do grupo, embora com pouco brilho. Ao mesmo tempo, ditou um cenário que poucos se atreveriam a prever no início da competição, com o Uruguai, onde alinha o sportinguista Maxi Araújo, a acabar no terceiro lugar, eliminado na fase de grupos.