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Jacob Zuma denuncia "acusações políticas" em caso de corrupção

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Jacob Zuma denuncia "acusações políticas" em caso de corrupção

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Nic Bothma/Pool via Reuters
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O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma denunciou hoje a existência de “acusações políticas” lançadas contra si próprio ao falar na primeira audiência do julgamento por corrupção que o envolve numa venda de armamento há quase 20 anos.

“Essas acusações foram anuladas e são agora relançadas, pelo que se torna claro que são políticas”, afirmou, discursando no dialeto Zulu, perante mais de mil de seus partidários reunidos no Palácio da Justiça em Durban (nordeste da África do Sul).

À época “ministro” provincial e, depois, vice-presidente da África do Sul, Zuma é suspeito de ter recebido “luvas” da parte do grupo económico francês Thales, na sequência de um contrato de armamento de perto de 4.000 milhões de euros assinado em 1999.

O grupo francês de eletrónica e da defesa está igualmente a ser julgado.

No termo de uma breve audiência preliminar, hoje de manhã, o juiz ordenou o adiamento do julgamento para 08 de junho próximo, para permitir às partes preparar os

Zuma tem sempre negado “categoricamente” as acusações no processo.

“Sou inocente até que seja considerado culpado, mas certas pessoas querem tratar-me como se fosse já culpado”, afirmou hoje Zuma perante os seus apoiantes em Durban.

Mergulhado em sucessivos escândalos, Zuma, 75 anos, foi obrigado a demitir-se da Presidência da África do Sul em fevereiro último, após um longo braço de ferro com o seu próprio partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), no poder.

Para lhe suceder, o ANC escolheu o seu então vice-presidente Cyril Ramaphosa, que assumiu, paralelamente, a liderança do partido no poder.