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A "amizade improvável" entre Trump e Macron

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A "amizade improvável" entre Trump e Macron

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REUTERS/Kevin Lamarque
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Donald Trump foi o primeiro presidente dos Estados Unidos, desde Calvin Coolidge, há um século, a não receber um líder estrangeiro em visita de Estado, no primeiro ano no cargo. Quinze meses depois de chegar à Casa Branca, Trump estendeu finalmente o tapete vermelho para o homólogo francês, Emmanuel Macron.

A euronews analiza a relação entre os dois presidentes com Kristine Berzina, investigadora do German Marshall Fund of the United States.

Stefan Grobe, euronews: "Como caracteriza os laços entre Donald Trump e Emmanuel Macron?"

Kristine Berzina: " Macron é o melhor amigo de Trump do lado Europeu do Atlântico! Trump não tem tido grandes relações com os aliados, de forma geral. Tem promovido a confrontação. Isto diz à Europa que Macron é realmente o melhor homem para enviar para remendar as relações e encontrar terreno comum com Trump."

Embora com posições distintas, Macron e Trump são ambos presidentes decididos a deixar a sua marca na história. A ousadia de ambos em desafiar o "status quo" poderá estar por trás da amizade improvável que têm formado.

Kristine Berzina: "Macron é um vencedor, certo? Venceu de forma decisiva as eleições... É claro que Trump não o apoiou inicialmente, durante a campanha, mas venceu e os vencedores têm um certo peso para o presidente norte-americano. Macron, quando tenta mudar a legislação do trabalho em França, também está a conduzir batalhas que são controversas. É claro que são diferentes, mas a vontade de defender interesses enraizados, fazer as coisas de forma diferente, penso que é algo comum a estes dois homens."

Os laços entre os dois têm transformado Macron num "mensageiro" da Europa do outro lado do Atlântico.

Kristine Berzina: "Também existem assuntos europeus ou coisas que são motivo de preocupação para o resto dos países europeus que Macron é enviado para transmitir ou abordar com Trump, porque tem a melhor relação. Sabemos isso porque, na sexta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel também visitará Washington... É uma visita de um dia, quando Macron são três. Por isso ele está a aquecer Trump para temas e preocupações europeias, que depois outros darão seguimento. Mas ele é o primeiro mensageiro acerca desses assuntos."