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"Conjunto de mentiras", diz MNE da Hungria sobre relatório europeu

"Conjunto de mentiras", diz MNE da Hungria sobre relatório europeu
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REUTERS/Bernadett Szabo
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No dia em que o Parlamento Europeu reacendeu as críticas à Hungria por violação do Estado de direito, a Amnistia Internacional organizou um protesto contra a chamada lei "Stop Soros", que limita a ação das organizações não-governamentais.

"A comissão parlamentar sobre liberdades civis e justiça está a levar a cabo uma encenação judicial contra Hungria"

Péter Szijjártó Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria

"Há uma repressão geral sobre quem quer que seja que manifeste oposição ou rejeite a visão do governo. Não podemos deixar isso passar em branco e por isso estamos aqui, em solidariedade com todos os nossos parceiros da sociedade civil", realçou, à euronews, Iverna McGowan, diretora regional para a Europa da Amnistia Internacional.

A comissão parlamentar sobre liberdades civis e justiça debateu, quinta-feira, um relatório que defende a ativação do Artigo 7º do Tratado da União Europeia, que pode levar a sanções.

"Há jornais a serem fechados, a sociedade civil tem dificuldade em funcionar, porque o governo quer controlar como é que obtem financiamento. Houve juízes a reformarem-se compulsivamente, uma universidade vai ser encerrada, Tudo isto revela mudanças enormes no país, no qual as pessoas são agora menos livres para dizerem o que pensam", explicou a relatora, Judith Sargentini, eurodeputada ecologista holandesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro esteve em Bruxelas, quinta-feira, para refutar o relatório do Parlamento Europeu e em exclusivo para a euronews disse que "a comissão parlamentar sobre liberdades civis e justiça está a levar a cabo uma espécie de encenação judicial contra Hungria, onde tudo conta, exceto os fatos e a realidade".

"Se ler este relatório da eurodeputada Sargentini que foi submetido para apreciação da comissão parlamentar vê que é um conjunto de mentiras", concluiu.

O conservador nacionalista Viktor Orbán foi reeleito para um terceiro mandato consecutivo, 8 de abril.