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O cinema e o projeto europeu

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O cinema e o projeto europeu

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REUTERS/Regis Duvignau
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O Festival de Cinema de Cannes serve também para marcar posições. Desta vez, cineastas, distribuidores e organizações cinematográficas europeias, numa carta aberta, decidiram apelar à União Europeia para que faça mais pelo cinema do velho continente. O bloco europeu apoia a sétima arte através do programa Europa Criativa (subprograma MEDIA) e o apelo dos profissionais do setor não caiu em saco roto:

"Propomos um aumento do programa em 30%, muito devido à mobilização de realizadores, atores, e gostaria de agradecer-lhes. Também gostaria de chamar a atenção para o fato de o processo não estar concluído. Hoje conseguimos fazê-lo num contexto extremamente difícil, o do Brexit. Num contexto onde existem prioridades como a migração, a segurança. Concordamos todos que devemos ter os meios necessários para agir a nível europeu. E para mim, a cultura, o audiovisual fazem parte dessas prioridades", explica Mariya Gabriel, Comissária Europeia para a Economia Digital e Sociedade.

Prioridades que passam por um alargar de horizontes. A União Europeia está a finalizar uma nova lei que estabelece quotas para outro tipo de atores do setor:

"Hoje, queremos dar, claramente, mais visibilidade às obras europeias e, ao mesmo tempo, dizer que isso não diz respeito apenas aos operadores tradicionais - a televisão, como a conhecemos -, mas também ao "Video On Demand". Pensamos que é preciso que as condições sejam iguais para todos e estamos a trabalhar para isso", explica a mesma responsável.

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