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Parabéns, Agnès Varda!

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Parabéns, Agnès Varda!

Agnès Varda
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REUTERS/Regis Duvignau
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Realizadora, cenógrafa, atriz, artista plástica, feminista - uma mão cheia de designações que caracterizam, mas não chegam para definir a personalidade de Agnès Varda. Este ano esteve ao lado de Cate Blanchet entre as 82 mulheres que desfilaram em Cannes a favor de uma maior representação feminina no Cinema.

O primeiro filme, "La Pointe Courte", em 1955, abre-lhe a porta grande ao movimento da Nouvelle Vague, em França. Foi a única mulher a a cruzá-la enquanto cineasta.

Estreia-se aclamada pela crítica, mas desprezada pelo público. Nada que lhe trave o caminho.

Nas duas décadas seguintes, dirige mais de duas dezenas de obras.

1985 marca um ponto de viragem na carreira da realizadora. O filme "Sans Toit Ni Loi", com Sandrine Bonnaire como protagonista, ganha um Leão de Ouro em Veneza e quatro Césares, da Academia Francesa.

Em 2008, leva a sua vida para o grande ecran. Chamou ao filme "As Praias de Agnès".

Ganhou vários prémios ao longo da carreira. Sobretudo na Europa. Este ano, foi distinguida com o Óscar honorário da Academia norte-americana de Cinema. No mesmo ano em que foi nomeada na categoria de Melhor documentário, com "Olhares Lugares", uma obra que dirige com a filha, Rosalie Varda.

Tornou-se com este documentário na mais velha realizadora a ser nomeada para os Óscares.

Aos 90 anos, continua a preencher todos os dias. No presente, ou, como disse numa entrevista recente, "sem nostalgia".

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