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Eurodeputados e ONGs condenam "Stop Soros"

Eurodeputados e ONGs condenam "Stop Soros"
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Membros do Parlamento Europeu e entidades de ajuda humanitária condenam o pacote legislativo aprovado pela Hungria.

Entre outras medidas, a "Stop Soros" aplica uma taxa de 25% a organizações não-governamentais (ONGs) que prestam ajuda a migrantes ilegais.

Eurodeputados e ONGs dizem que a decisão pode violar as leis europeias e internacionais.

"É preciso avaliar se o pacote legislativo está de acordo com os padrões da União Europeia, em particular, em matéria de direitos fundamentais. Mas, também gostaria de perceber outra coisa: O senhor Orbán refere-se constantemente aos valores cristãos, mas não existe na Bíblia a história dos bons samaritanos? Não é um dever ajudar as pessoas? Como pode essa ajuda ser uma ofensa criminal?", questiona Sophie in 't Veld, eurodeputada holandesa.

A amnistia internacional condenou a medida. A chefe da organização na Europa, Iverna McGowan, diz que o pacote não passa de uma artimanha para estigmatizar os que defendem os direitos humanos: "Há pessoas a enfrentar fatores socioeconómicos complexos em toda a Europa. Mas o que eles estão a fazer é a tentar que todos esses problemas sejam bodes expiatórios para outros que na verdade não existem na Hungria. Os números dizem-nos quão poucos refugiados e migrantes foram aceites no país, por isso, isto é pura propaganda, com o objetivo de estigmatizar as pessoas que defendem os direitos, que defendem a justiça, que defendem o que é certo."

A euronews falou com Manfred Weber, um político alemão aliado de Orbán no partido Popular Europeu. Mas Weber recusou-se a falar.