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Líder da oposição britânica prefere eleições mas admite novo referendo

Líder da oposição britânica prefere eleições mas admite novo referendo
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O líder do Partido Trabalhista, principal força da oposição no Reino Unido, prefere apontar baterias à realização de eleições antecipadas para novembro do que apelar a um novo referendo sobre o "brexit".

O recente insucesso da primeira-ministra Theresa May na cimeira informal europeia de Salzburgo, na Áustria, onde foi apresentar o chamado "plano Chequers", que prevê os contornos da relação com a UE pós-"brexit", deu força às pretensões dos trabalhistas e dos britânicos pró-Europa.

O principal partido da oposição realiza um congresso de quatro dias em Liverpool, onde ir debater a estratégia a seguir até à anunciada votação da versão final do "plano Chequers" no Parlamento em novembro.

Ao mesmo tempo, milhares de pessoas encheram as ruas da "cidade dos Beatles" num protesto pró-Europa, onde se viam muitas bandeiras da União Europeia e cartazes a apelar a um novo referendo sobre o "brexit".

Essa nova "votação popular" está no programa do congresso trabalhista, mas o líder, Jeremy Corbyn, desdobrou-se em entrevistas, onde manifestou a preferência por forçar eleições antecipadas, admitindo contudo alinhar no pedido de um novo referendo se for essa a decisão resultante do congresso.

"Este governo não parece muito forte. Tem vindo a olhar em duas direções. Por um lado, um acordo comercial com os Estados Unidos; por outro, a relação com a Europa. Podemos estar a caminho de novas eleições. E sabe que mais: estamos prontos!", disse Corbyn, no programa de Andy Marr, na BBC.

De acordo com o jornal Times deste domingo, a equipa de Theresa May já estará também a preparar-se para a eventualidade de haver eleições antecipadas em novembro.

O plano da primeira-ministra para o "brexit" não foi bem acolhido em Bruxelas e o texto final a ser votado no Parlamento está em risco, colocando o Governo sob pressão de Trabalhistas e rebeldes conservadores pró-Europa.

Theresa May também estar interessada em voltar às urnas até para reforçar poderes de negociação perante a União Europeia. A chefe do Governo britânico está a tentar manter alguns privilégios na relação comercial com o bloco, mas não está disposta a ceder, entre muitas outras discordâncias, na questão fronteira da Irlanda do Norte com a "europeia" Irlanda.